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	<title>Ret Treinamento</title>
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	<description>Treinamento Empresarial In Company, Presencial e Online em Belo Horizonte</description>
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	<title>Ret Treinamento</title>
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		<title>Entre a Palavra e a História: o Compromisso Social de Dalva Silveira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 13:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Dalva Silveira (DS), a entrevistada do mês, registra em seu percurso atuações em diferentes campos artísticos, culturais e científicos, como o teatro, a poesia, a pesquisa e a educação. Se, por um lado, ela encontrou no teatro e na poesia formas de expressão, foi na escrita e no ensino que ela consolidou sua missão: questionar paradigmas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e consciente. Dalva impressiona não apenas pela densidade de sua sensibilidade, mas, sobretudo, pela firmeza de seu compromisso social e pelo profundo respeito à palavra. Seu trabalho reflete posicionamento, consciência histórica e responsabilidade cultural. Não surpreende que, ainda jovem, tenha identificado o caminho profissional que lhe traria realização. O contato precoce com a música de protesto influenciou sua escolha pela Graduação em História. Posteriormente, o mestrado e o doutorado em Ciências Sociais conduziram-na a pesquisas sobre o período da ditadura militar brasileira, com ênfase na música dos anos 60 e na imprensa alternativa da década de 1970. Autora de Geraldo Vandré: A Vida Não se Resume a Festivais e De Realidade a Caros Amigos – a Turma do Ex – Imprensa Alternativa e Seu Legado, Dalva também cultiva a poesia desde criança. Os versos que habitaram a menina jamais abandonaram a mulher, que escreve por convicção, ideal e paixão. Com uma carreira em construção, a autora destaca como influências para a literatura: Lygia Fagundes Telles, Lima Barreto, Conceição Evaristo, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar e Franz Kafka; na filosofia: Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Michel Foucault. Na música, evidencia Geraldo Vandré, Belchior, Chico Cesar, Ivan Lins, Taiguara, Gonzaguinha, Chico Buarque, Sérgio Sampaio, Torquato Neto,  Raul Seixas, João Bosco, Aldir Blanc, Adoniran Barbosa,  Cazuza,  Zeca Afonso, Victor Rara e Nina Simone. Questionada sobre como ela se define, Dalva se declara poetisa e amante das artes em geral, com destaque para a música e a literatura, suas companhias inseparáveis. Se referindo a seu trabalho como bibliotecária no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), a escritora explica que,  desde criança, os livros despertaram sua paixão, por isso a biblioteca foi o local de trabalho em que ela se sentiu mais feliz.                                                                         Vocação  CV. 1. De que forma a sua infância e juventude influenciaram sua escolha?  DS. Nasci em 1967, cresci em um contexto marcado por diversidade social e pelos anos mais duros da Ditadura Militar. A perda precoce do meu pai e a necessidade de trabalhar, desde os 10 anos, ampliaram minha percepção das desigualdades e adversidades da vida. Estudei em escolas públicas e participei do movimento estudantil nos anos 1980. Enquanto o teatro me proporcionou uma experiência transformadora, o contato constante com a música de protesto e debates políticos aguçaram minha consciência crítica. Tive a felicidade de contar, na educação primária, com uma professora extraordinária: a saudosa Dona Emar, que me apresentou o universo da literatura, paixão que me acompanha desde então. Concluí o ensino médio no tradicional Colégio Estadual Central, onde participei de um forte movimento estudantil, nos anos 1980, período de intensa mobilização pela retomada das liberdades civis.  Na década de 1970, cresci cercada por cinco irmãos mais velhos e, desde cedo, ouvi músicas de temática política em discos de vinil, além de acompanhar notícias sobre a repressão militar, que muito me impactavam.  “Essas vivências influenciaram minha escolha pelas Ciências Humanas e fundamentaram meu compromisso com a educação, a memória histórica e a justiça social”. CV 2. Como sua trajetória pessoal e acadêmica influenciou sua escolha pela escrita e pela pesquisa histórica? DS Como já deixei claro, minha vocação surgiu ainda na juventude, especialmente a partir da vivência no teatro e do contato precoce com a música de temática política. Essas experiências despertaram em mim o interesse pelas Ciências Humanas e influenciaram minha escolha pela Graduação em História, disciplina que lecionei por 15 anos. Posteriormente, concluí mestrado e doutorado em Ciências Sociais, dedicando-me à pesquisa sobre a Ditadura Militar Brasileira, com foco na música dos anos 60 e na imprensa alternativa dos anos 70. Esses estudos resultaram na publicação dos livros Geraldo Vandré: A Vida Não se Resume em Festivais e De Realidade a Caros Amigos – A Turma do Ex –, imprensa alternativa e seu legado, além da realização de palestras em diversas cidades brasileiras. Paralelamente, retomei a poesia, mantendo como eixo central o compromisso com a memória, a justiça social e a resistência a todas as formas de opressão.                                                                           Docência CV 3. Por que a História e as Ciências Sociais se tornaram o seu caminho acadêmico e de atuação docente? DS Desde o ensino fundamental, a História despertou em mim  uma vontade enorme de me aprofundar no conhecimento dos  diferentes lugares e culturas, bem como das lutas da humanidade em busca de melhores condições sociais, mas, com certeza, o meu contato precoce com a música de temática política foi fator preponderante para a minha opção pela graduação em História. “Com certeza, o meu contato precoce com a música de temática política foi fator preponderante para a minha opção pela graduação em História”. Em 2008 e 2012, decidi participar de um processo seletivo para cursar, respectivamente, o Mestrado e o Doutorado em Ciências Sociais, da PUC-SP e fui aprovada. A realização dos cursos em muito ampliou o meu conhecimento das sociedades. CV 4. Como foi sua experiência como professora por 15 anos e o que esse período lhe ensinou sobre educação e transformação social? DS Formei-me em História há 30 anos e exerci a docência no Ensino Fundamental e Médio com dedicação e compromisso. Foi um período de intenso aprendizado, tanto profissional quanto pessoal, marcado pela troca]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dalva Silveira (DS), a entrevistada do mês, registra em seu percurso atuações em diferentes campos artísticos, culturais e científicos, como o teatro, a poesia, a pesquisa e a educação. Se, por um lado, ela encontrou no teatro e na poesia formas de expressão, foi na escrita e no ensino que ela consolidou sua missão: questionar paradigmas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e consciente.</p>
<p>Dalva impressiona não apenas pela densidade de sua sensibilidade, mas, sobretudo, pela firmeza de seu compromisso social e pelo profundo respeito à palavra. Seu trabalho reflete posicionamento, consciência histórica e responsabilidade cultural.</p>
<p>Não surpreende que, ainda jovem, tenha identificado o caminho profissional que lhe traria realização. O contato precoce com a música de protesto influenciou sua escolha pela Graduação em História. Posteriormente, o mestrado e o doutorado em Ciências Sociais conduziram-na a pesquisas sobre o período da ditadura militar brasileira, com ênfase na música dos anos 60 e na imprensa alternativa da década de 1970.</p>
<p><strong>Autora de Geraldo Vandré: A Vida Não se Resume a Festivais e De Realidade a Caros Amigos – a Turma do Ex – Imprensa Alternativa e Seu Legado, Dalva também cultiva a poesia desde criança. Os versos que habitaram a menina jamais abandonaram a mulher, que escreve por convicção, ideal e paixão.</strong></p>
<p>Com uma carreira em construção, a autora destaca como influências para a literatura: Lygia Fagundes Telles, Lima Barreto, Conceição Evaristo, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar e Franz Kafka; na filosofia: Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Michel Foucault. Na música, evidencia Geraldo Vandré, Belchior, Chico Cesar, Ivan Lins, Taiguara, Gonzaguinha, Chico Buarque, Sérgio Sampaio, Torquato Neto,  Raul Seixas, João Bosco, Aldir Blanc, Adoniran Barbosa,  Cazuza,  Zeca Afonso, Victor Rara e Nina Simone.</p>
<p><strong>Questionada sobre como ela se define, Dalva se declara poetisa e amante das artes em geral, com destaque para a música e a literatura, suas companhias inseparáveis. Se referindo a seu trabalho como bibliotecária no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), a escritora explica que,  d</strong><strong>esde criança, os livros despertaram sua paixão, por isso a biblioteca foi o local de trabalho em que ela se sentiu mais feliz.  </strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>                                                                      </strong><span style="color: #333399;"><strong> Vocação</strong></span></p>
<p><strong> </strong><strong>CV. 1. De que forma a sua infância e juventude influenciaram sua escolha?</strong></p>
<p><strong> DS. </strong>Nasci em 1967, cresci em um contexto marcado por diversidade social e pelos anos mais duros da Ditadura Militar. A perda precoce do meu pai e a necessidade de trabalhar, desde os 10 anos, ampliaram minha percepção das desigualdades e adversidades da vida. Estudei em escolas públicas e participei do movimento estudantil nos anos 1980. Enquanto o teatro me proporcionou uma experiência transformadora, o contato constante com a música de protesto e debates políticos aguçaram minha consciência crítica.</p>
<p>Tive a felicidade de contar, na educação primária, com uma professora extraordinária: a saudosa Dona Emar, que me apresentou o universo da literatura, paixão que me acompanha desde então. Concluí o ensino médio no tradicional Colégio Estadual Central, onde participei de um forte movimento estudantil, nos anos 1980, período de intensa mobilização pela retomada das liberdades civis.</p>
<p><strong> </strong>Na década de 1970, cresci cercada por cinco irmãos mais velhos e, desde cedo, ouvi músicas de temática política em discos de vinil, além de acompanhar notícias sobre a repressão militar, que muito me impactavam.</p>
<p><strong> </strong><strong>“Essas vivências influenciaram minha escolha pelas Ciências Humanas e fundamentaram meu compromisso com a educação, a memória histórica e a justiça social”.</strong></p>
<p><strong>CV 2. Como sua trajetória pessoal e acadêmica influenciou sua escolha pela escrita e pela pesquisa histórica?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Como já deixei claro, minha vocação surgiu ainda na juventude, especialmente a partir da vivência no teatro e do contato precoce com a música de temática política. Essas experiências despertaram em mim o interesse pelas Ciências Humanas e influenciaram minha escolha pela Graduação em História, disciplina que lecionei por 15 anos.</p>
<p>Posteriormente, concluí mestrado e doutorado em Ciências Sociais, dedicando-me à pesquisa sobre a Ditadura Militar Brasileira, com foco na música dos anos 60 e na imprensa alternativa dos anos 70.</p>
<p>Esses estudos resultaram na publicação dos livros Geraldo Vandré: A Vida Não se Resume em Festivais e De Realidade a Caros Amigos – A Turma do Ex –, imprensa alternativa e seu legado, além da realização de palestras em diversas cidades brasileiras. Paralelamente, retomei a poesia, mantendo como eixo central o compromisso com a memória, a justiça social e a resistência a todas as formas de opressão.</p>
<p><strong>                                                                          <span style="color: #333399;">Docência</span></strong></p>
<p><strong>CV 3. Por que a História e as Ciências Sociais se tornaram o seu caminho acadêmico e de atuação docente?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Desde o ensino fundamental, a História despertou em mim  uma vontade enorme de me aprofundar no conhecimento dos  diferentes lugares e culturas, bem como das lutas da humanidade em busca de melhores condições sociais, mas, com certeza, o meu contato precoce com a música de temática política foi fator preponderante para a minha opção pela graduação em História.</p>
<p><strong>“Com certeza, o meu contato precoce com a música de temática política foi fator preponderante para a minha opção pela graduação em História”.</strong></p>
<p>Em 2008 e 2012, decidi participar de um processo seletivo para cursar, respectivamente, o Mestrado e o Doutorado em Ciências Sociais, da PUC-SP e fui aprovada. A realização dos cursos em muito ampliou o meu conhecimento das sociedades.</p>
<p><strong>CV 4. Como foi sua experiência como professora por 15 anos e o que esse período lhe ensinou sobre educação e transformação social? </strong></p>
<p><strong>DS </strong>Formei-me em História há 30 anos e exerci a docência no Ensino Fundamental e Médio com dedicação e compromisso. Foi um período de intenso aprendizado, tanto profissional quanto pessoal, marcado pela troca constante com os alunos e pelo exercício diário da responsabilidade social que a profissão exige.</p>
<p>Sempre acreditei no papel transformador da educação. Por isso, busquei estimular o pensamento crítico, o senso de coletividade e a autonomia intelectual dos estudantes, por meio de debates, análise de textos e atividades criativas, como projetos e encenações teatrais.</p>
<p>Embora nem todos os objetivos tenham sido plenamente alcançados, presenciei inúmeros processos de superação, amadurecimento e definição de trajetórias profissionais. Essa experiência reforçou minha convicção de que a educação, quando exercida com compromisso e propósito, é uma ferramenta concreta de transformação social.</p>
<p><strong>“ [&#8230;] A educação, quando exercida com compromisso e propósito, é uma ferramenta concreta de transformação social”.</strong></p>
<p><strong>CV  5.</strong><strong>Sua trajetória no CEFET-MG passou por diferentes setores. O que esse percurso representou para sua relação com o conhecimento e com as pessoas?</strong></p>
<p><strong> DS. </strong>Atuei como servidora do CEFET-MG por 31 anos, nas áreas de Secretaria, Estágio e Biblioteca. Sem dúvida, cada um desses setores contribuiu para meu crescimento profissional e ampliou minha capacidade de dialogar e conviver com as pessoas, entretanto o trabalho que mais me realizou foi o que desenvolvi na biblioteca.</p>
<p>Minha relação com os livros vem da infância e foi fortalecida pela experiência na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, espaço fundamental na minha formação acadêmica. Ali estudei, concluí o Segundo grau e me preparei para o concurso do próprio CEFET.</p>
<p>Ao trabalhar na biblioteca da instituição, minha principal meta foi incentivar os alunos a desenvolverem o hábito da leitura e a valorizarem o estudo como instrumento de emancipação. A convivência diária gerou trocas enriquecedoras e reforçou minha convicção de que bibliotecas são espaços estratégicos de formação, especialmente em um país marcado por profundas desigualdades sociais.</p>
<p><strong>“A convivência diária gerou trocas enriquecedoras e reforçou minha convicção de que bibliotecas são espaços estratégicos de formação, especialmente em um país marcado por profundas desigualdades sociais”.</strong></p>
<p><strong>                                                                          <span style="color: #333399;">Vandré</span></strong></p>
<p><strong>CV 6. Como nasceu o livro <em>Geraldo Vandré</em>: a vida não se resume a festivais e qual a importância dessa obra na atualidade?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> O interesse por Geraldo Vandré nasceu ainda na infância, quando ouvi repetidamente suas canções em um <em>Long Play</em> que minhas irmãs levaram para casa. Ao mesmo tempo, circulavam notícias enigmáticas sobre sua prisão, exílio e suposta “loucura”, o que despertou em mim questionamentos que permaneceram ao longo dos anos. Já na graduação em História, ao estudar a Ditadura Militar, essas lembranças retornaram com força e passaram a integrar minhas inquietações acadêmicas.</p>
<p>Em 2005, ao cursar uma disciplina sobre memória cultural na UFMG, amadureci a decisão de pesquisar a trajetória de Vandré para compreender tanto a sua produção artística quanto as representações construídas em torno de sua figura. Posteriormente, no Mestrado em Ciências Sociais, na PUC-SP, desenvolvi a pesquisa que resultou na dissertação e, mais tarde, no livro. Desde o início, meu objetivo foi transformar o trabalho acadêmico em uma obra acessível, capaz de dialogar com um público mais amplo, para além dos muros universitários.</p>
<p>A relevância do livro, na atualidade, está na necessidade permanente de preservar a memória histórica. Revisitar as tensões e violações do período da Ditadura Militar é fundamental para compreender o presente e fortalecer a democracia. Diante do ressurgimento de discursos autoritários, considero essencial reafirmar valores como liberdade de expressão e direitos humanos. O retorno positivo de leitores e participantes de palestras confirma que a obra contribui para reflexão crítica e conscientização, reforçando o papel da memória na construção de uma sociedade mais justa.</p>
<p><strong>CV 7. Que leitura você faz sobre a recepção desse livro pelo público e pelo meio acadêmico?</strong></p>
<p><strong>DS</strong>. A recepção do livro tem sido muito positiva e, para mim, surpreendente. Após a publicação, percebi que não estava sozinha: há um público significativo interessado na obra de Geraldo Vandré. Muitos leitores se aproximaram por afinidade intelectual e afetiva, formando uma rede de diálogo que considero um dos maiores ganhos do trabalho.</p>
<p>O retorno tem vindo tanto por meio de mensagens, debates, palestras e produções acadêmicas quanto em espaços populares com comentários, perguntas, críticas e elogios.</p>
<p><strong>“Fico especialmente satisfeita quando jovens leitores demonstram interesse, pois isso indica que a obra contribui para apresentar às novas gerações um compositor que sofreu tentativas de apagamento histórico, além de estimular reflexões sobre o período da Ditadura Militar”.</strong></p>
<p><strong> </strong>Não estabeleço, contudo, uma distinção entre recepção acadêmica e popular. Embora tenha dialogado com universidades, grande parte das palestras ocorreu em espaços abertos ao público em geral. Para mim, isso é fundamental, pois acredito na democratização do conhecimento.</p>
<p>Acredito que a arte, a memória e a reflexão histórica devem ultrapassar os muros da academia e alcançar a sociedade como um todo. Essa é uma condição essencial para a construção de uma consciência crítica e de uma sociedade mais igualitária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-2-Dalva.jpg" width="359" height="503" /></p>
<p><strong>                                                                <span style="color: #333399;">  A turma do Ex-</span></strong></p>
<p><strong>CV 8. O que motivou a escrita de <em>De Realidade a Caros Amigos </em>– a Turma do Ex-, imprensa alternativa e seu legado e quais as contribuições dessa obra?</strong></p>
<p>A motivação para o estudo surgiu durante a pesquisa sobre Geraldo Vandré, quando me deparei com o grupo de jornalistas que denominei “Turma do <em>Ex-</em>”. Ao investigar a imprensa do período, conheci a trajetória desses profissionais afastados da revista <em>Realidade</em>, após uma demissão coletiva em meio à repressão da Ditadura Militar.</p>
<p>A partir de 1970, eles passaram a atuar na chamada imprensa alternativa, produzindo publicações como <em>O Bondinho, Grilo e Ex-, </em>esta última responsável pela primeira matéria sobre Vandré, após seu retorno do exílio, e pela única reportagem escrita, à época, sobre a morte de Vladimir Herzog, em 1975, episódio que contribuiu para o fechamento do jornal.</p>
<p>A pesquisa revelou ainda outras iniciativas do grupo, como <em>Novidades Fotóptica, Revista de Fotografia, Foto-Choq, Jornalivro</em>, além da participação de seus integrantes em periódicos de oposição como <em>Extra – Realidade Brasileira e Repórter Três</em>. Anos depois, em 1997, um dos fundadores do grupo, Sérgio de Souza, lançou a revista <em>Caros Amigos</em>, estabelecendo uma continuidade desse projeto de jornalismo crítico. Essa trajetória foi reconstruída em minha tese de doutorado e, posteriormente, transformada em livro que apresenta, com linguagem acessível, a  análise dessa verdadeira guerrilha jornalística.</p>
<p>A obra contribui para evidenciar a importância das mídias alternativas na preservação da memória histórica e na resistência aos regimes autoritários. Ao não estarem subordinados à censura prévia ou aos interesses do Estado, esses periódicos registraram arbitrariedades e acontecimentos, muitas vezes, ausentes da imprensa tradicional, devido à repressão da ditadura militar.</p>
<p>O estudo também propõe uma reflexão sobre as transformações do jornalismo brasileiro, sua crescente industrialização e os impactos disso na produção da informação. Desse modo, a obra reafirma a relevância da imprensa crítica como instrumento de denúncia, memória e defesa da justiça social, valores que orientam minha trajetória intelectual.</p>
<p><strong>                                                                <span style="color: #333399;">Poesia</span></strong></p>
<p><strong>CV  9. Após anos dedicados à pesquisa acadêmica, o que a fez retornar à poesia em 2014?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Em 2014, incentivada pelo poeta e ativista cultural, Rogério Salgado, voltei ao primeiro gênero literário, no qual me aventurei, desengavetando poemas guardados desde os meus 13 anos. Aceitei o desafio de participar do 10º Belô Poético (2014), encontro de poetas brasileiros idealizado por ele e pela poetisa, Virgilene Araújo.</p>
<p>Assim, passei a integrar o grupo de poetas que, além de recitarem seus textos, também tiveram a oportunidade de registrá-los na coletânea intitulada Poetas En/Cena, nº 8.</p>
<p><strong>CV 10. Como você define a poesia inserida em sua trajetória pessoal e política?</strong></p>
<p>A poesia sempre ocupou um lugar central em minha vida. Desde muito jovem, marcada por uma sensibilidade aguçada diante das desigualdades sociais, encontrei na escrita, especialmente na poesia, uma forma de expressão, resistência e amparo.</p>
<p>Na adolescência, registrei reflexões e desabafos em cadernos intitulados <em>Espaço Aberto</em>. Foram dez ao todo. O primeiro se perdeu,  e no segundo está registrado aquele que considero o meu primeiro poema. Escrito em 1981, aos 13 anos, e, significativamente, intitulado: <em>A pobreza</em>, ele revela a minha precoce percepção crítica das injustiças sociais.</p>
<p>Já, em 2014, ao publicar poemas na coletânea <em>Poetas En/Cena</em>, retomei publicamente esse caminho e, desde então, não me afastei do gênero. Tenho participado de antologias, saraus e eventos literários, mantendo como eixo central o protesto contra todas as formas de opressão.</p>
<p>Posso afirmar que escolhi a poesia como minha principal forma de luta. Ela pode carregar em si uma força revolucionária, capaz de sensibilizar, provocar reflexão e mobilizar consciências. A canção <em>“Caminhando”</em>, de Geraldo Vandré, por exemplo, tornou-se símbolo de resistência à ditadura e permanece viva nas manifestações sociais, reafirmando o poder transformador da palavra poética.</p>
<p><strong>“Posso afirmar que escolhi a poesia como minha principal forma de luta. Ela pode carregar em si uma força revolucionária, capaz de sensibilizar, provocar reflexão e mobilizar consciências”.</strong></p>
<p><strong>CV 11. Sua produção poética dialoga intensamente com a resistência social. Quais causas e enfrentamentos mobilizam sua escrita?</strong></p>
<p><strong> DS </strong>Eu estudo e realizo trabalhos no campo da música dos anos de 1960 e da imprensa independente da década de 1970, período em que sobrevivíamos a uma ditadura militar. Dedico-me a esses temas, desde 2005, o que representa mais de duas décadas de investigação sobre autoritarismo e resistência.</p>
<p>Sendo assim, o meu lema principal é combater esse tipo de regime político, porém, qualquer injustiça me comove e mobiliza, por isso uso os meus poemas para fazer resistência a toda forma de opressão, seja ela racial, de gênero, de classe ou ambiental.</p>
<p><strong>                                                            <span style="color: #333399;">   </span></strong><span style="color: #333399;"><strong>Arte, cultura e democracia</strong></span></p>
<p><strong> CV 12. </strong><strong>Qual é a importância dos projetos e dos espaços públicos e coletivos para a circulação da arte, incluindo a poesia? Há algum caso particular que você gostaria de destacar? Qual e por quê?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Na minha visão, a cultura deve ser democratizada. Por isso, considero os  projetos e os espaços públicos essenciais à circulação de todo tipo de arte, pois ampliam o acesso, revelam talentos e fortalecem vínculos entre criadores e público. Esses ambientes contribuem para a construção de uma sociedade mais plural, sensível e cidadã.</p>
<p>Entre as experiências que marcaram minha trajetória, destaco o <em>Belô Poético</em>, no qual publiquei meus primeiros poemas e consolidei laços literários que permanecem até hoje. Também ressalto minha participação no Instituto Cultural Casarão das Artes Negras, especialmente por meio do projeto <em>Canjerê</em>, espaço de debates, performances e rodas de conversa voltados à valorização da cultura afro-brasileira.</p>
<p>A convite da curadora Rosália Diogo, passei a recitar poemas e compartilhar reflexões em algumas edições do evento. Tive ainda a honra de ver minha atuação cultural registrada na 25ª edição da revista <em>Canjerê</em>, publicação dedicada, prioritariamente, à memória e às iniciativas culturais de Belo Horizonte comprometidas com a herança africana.</p>
<p>Essa vivência ampliou significativamente minha compreensão sobre a cidade e o país em que nasci. Tornou-se ainda mais evidente, para mim, como a formação escolar tradicional privilegiou referências europeias, deixando lacunas importantes quanto às matrizes africanas que fazem parte da  nossa identidade cultural. Como historiadora, essa constatação não é apenas uma reflexão crítica é, sobretudo, um alerta para a necessidade de mudança.</p>
<p>Acredito que a educação precisa assumir, com mais coragem e compromisso, a pluralidade da nossa formação histórica. Espero que iniciativas como o Casarão das Artes Negras se fortaleçam e que surjam cada vez mais espaços, projetos e publicações que contribuam para uma memória mais justa, inclusiva e fiel à diversidade que nos constitui como nação.</p>
<p>Assim, a cultura e a arte atuam como instrumentos de vigilância, memória e mobilização, contribuindo para o fortalecimento democrático e para a construção de uma sociedade mais consciente e participativa.</p>
<p><strong> CV 13. </strong><strong>Na sua visão, qual é o papel da arte na preservação da democracia?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Acredito que nossa democracia, embora ainda frágil, incompleta e marcada por falhas, precisa ser preservada e constantemente aprimorada. Nesse contexto, considero fundamental o papel da arte comprometida com a realidade social e política.</p>
<p><strong>“A arte tem a capacidade de conscientizar, provocar reflexão e ampliar a percepção crítica da sociedade.”</strong></p>
<p>Ela pode alertar para a importância da defesa da própria democracia, evidenciar injustiças sociais, questionar formas de dominação midiática e governamental e reafirmar direitos que, muitas vezes, permanecem apenas no discurso oficial.</p>
<p>Assim, a arte  atua como instrumento de vigilância, memória e mobilização, contribuindo para o fortalecimento da democracia e para a construção de uma sociedade mais consciente e participativa.</p>
<p><strong>CV 14. Por que você acredita que o Brasil ainda lida de forma insuficiente com a memória da Ditadura Militar?</strong></p>
<p>Acredito que o Brasil ainda lida de forma insuficiente com a memória da Ditadura Militar devido à ausência de políticas públicas consistentes que incentivem o debate amplo e contínuo sobre o tema. Não percebo essa discussão como prioridade nem nas agendas governamentais nem nos meios de comunicação, o que contribui para a fragilidade do enfrentamento crítico desse período. E, talvez, como consequência disso, eu não tenha conhecimento de um movimento social suficientemente articulado e abrangente que reforce a importância da memória histórica e combata, de maneira firme, qualquer tentativa de relativizar ou defender regimes autoritários que violaram direitos humanos.</p>
<p>Os eventos relacionados ao tema ainda são pontuais e, em geral, restritos ao ambiente universitário, especialmente em datas próximas ao 31 de março ou 1º de abril de 1964. Muitas vezes, ocorrem com pouca divulgação e em espaços universitários, o que limita o alcance ao público em geral. Para que a rememoração e o combate a esse tipo de regime cumpram o seu papel, é fundamental que esse debate ultrapasse os muros acadêmicos e chegue de forma acessível à sociedade como um todo.</p>
<p><strong>CV 15. Quais os principais desafios que você enfrentou ao longo dessa trajetória?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Um dos maiores desafios foi a questão financeira. Desde a adolescência, precisei conciliar trabalho, estudos e escrita, o que exigiu disciplina e resistência. Mesmo após concluir o mestrado e o doutorado, as dificuldades não cessaram: continuei dividindo minhas atividades profissionais entre pesquisas, estudos e trabalhos voluntários ligados aos meus temas acadêmicos e à poesia. Esse ritmo se manteve até minha aposentadoria, em fevereiro de 2025, após sucessivas reformas previdenciárias que também refletem um contexto político marcado por restrições sociais.</p>
<p>Outro desafio constante foi a própria natureza dos temas que escolhi estudar e abordar. A Ditadura Militar é um período pesado, doloroso e, muitas vezes, evitado por parte do público. Nem sempre há disposição para discutir assuntos que despertam melancolia ou desconforto. Soma-se a isso, uma certa solidão intelectual, já que, embora a temática seja fundamental para a compreensão do país, ainda são poucos os que se dedicam a ela de forma contínua.</p>
<p><strong>CV 16. Que conselho você deixaria para quem deseja seguir um caminho ligado à educação, à arte, à pesquisa e à transformação social?</strong></p>
<p><strong>DS</strong> Hoje, com mais de 50 anos de vida e mais experiente, acredito no autoconhecimento como base de tudo. Posso dizer que trabalhar nesse conhecimento é fundamental, uma vez que, por meio dele, é possível obter segurança em relação à própria escolha profissional: ela foi feita por necessidade ou é algo inerente à sua alma?</p>
<p>Uma vez obtida essa certeza, a pessoa deve procurar, incansavelmente, pelo conhecimento, em aspectos gerais da formação humana e na sua área de atuação. Tudo deve ser feito com perseverança, disciplina, entrega e paixão. É importante, ainda, que a pessoa tenha foco e mantenha-se atenta à sua criação, pois, atualmente, fugir da dispersão é um grande desafio.</p>
<p>Outro conselho é praticar o exercício da paciência, da humildade e do respeito ao próximo, pois esses são valores essenciais para alcançar o objetivo de qualquer empreitada. Também é importante refletir continuamente sobre os seus atos, analisando se a prática está em conformidade com a teoria. Além disso, é preciso ter resiliência, já que esse não é um caminho fácil.</p>
<p><strong>CV 17. O que você planeja para 2026? Tem alguma surpresa preparada para seus leitores e admiradores?</strong></p>
<p>Entre os meus principais projetos, está a escrita das memórias sobre o meu pai, José Silveira, falecido, em 1972, quando eu tinha, apenas, quatro anos. A ideia nasceu em 2007, mas só em 2020, passados quase 50 anos, dediquei-me a essa reconstrução.</p>
<p>Ao iniciar o texto, perguntei-me: por que tenho essa vontade de descobri-lo? Entendi que <em>descobrir</em> era o verbo certo para a empreitada, mesmo com a certeza da impossibilidade de concretizá-la por completo. Para resolver a questão, apoiei-me nos sábios, como sempre faço.</p>
<p>Então, Fernando Pessoa soprou ao meu ouvido que: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena” e, Rachel de Queiroz confirmou o que eu já pressentia: “[…] Falam que o tempo apaga tudo. Tempo não apaga, tempo adormece”.</p>
<p>Desperta, reuni fragmentos de sua existência e iniciei. Neste mundo de desafios constantes, esse sonho foi interrompido por vários acontecimentos, pois, como bem disse Guimarães Rosa,  “a vida é feita de poucas certezas e muitos dar-se um jeito”.</p>
<p>Sigo, entretanto, comprometida em finalizar a obra, prova disso é que, em 2025, avancei muito nesse longo percurso e acredito que, em 2026, conseguirei publicar mais esse livro. Posteriormente, iniciarei a organização de outra obra: a minha primeira coletânea de poesias autorais, com poemas escritos a partir dos meus 13 anos.</p>
<p><strong>“E ao terminar esta entrevista, revelando que tenho muitos sonhos na área da literatura, aconselho a todos a trabalharem para materializar os seus, pois como Mia Couto me ensinou “devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga”. </strong></p>
<p><span style="color: #333399;"><strong>Contatos: </strong></span></p>
<p>E-mail: dalvasilveira@yahoo.com.br</p>
<p>Instagram: _dalvasilveira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, deixo para vocês um poema que, em linhas gerais, apresenta o meu pensamento sobre o ato de viver:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Abrindo o presente </strong></span></p>
<p>Dalva Silveira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A velhice e a infância</p>
<p>São duas fases bonitas!</p>
<p>Nascemos com a inocência</p>
<p>Buscamos a sabedoria,</p>
<p>O que fazer com o embrulho?</p>
<p>Abrir o laço de fita!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A aurora é o grande presente</p>
<p>Ainda estamos em casa</p>
<p>O poente é fruto da estrada,</p>
<p>De insistente vigília</p>
<p>De plantar sementes</p>
<p>De criar várias famílias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu quero experimentar todos os sabores</p>
<p>Enxergar todas as cores</p>
<p>Extrair o que for bom até nas dores</p>
<p>E depois de atravessar todas as pontes</p>
<p>Quero ser digna de todas as flores!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Uma voz que age e questiona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 12:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Entrevista com Vinícius Venades &#160; Este mês quem fala aos leitores do blog da Cris é o poeta, ativista e palestrante, Vinícius Venades. Engajado em causas sociais, especialmente na defesa dos direitos dos deficientes, Venades é estudante de direito e Conselheiro Municipal da Juventude, aqui em Belo Horizonte, cidade onde nasceu. Com 20 anos, o poeta acredita que todos somos escritores. Em sua visão, a poesia é um meio de expressar emoções e provocar reflexões sobre o mundo. Sua trajetória poética começou como algo íntimo, uma forma de expressar sentimentos e reflexões pessoais. Com o passar do tempo, ele percebeu sua poesia como um instrumento de diálogo com as pessoas e com as questões sociais, um meio de conectar o seu interior ao mundo exterior, sempre com a crença de que todos têm histórias valiosas para compartilhar. Seu talento e seu ideal de justiça estão presentes em cada linha desta entrevista em que ele denuncia e se pronuncia sobre a invisibilidade dos deficientes e fala da sua experiência de ser invalidado em todos os aspectos da vida. Como pessoa com deficiência, ele já foi ignorado nas suas necessidades e aspirações em áreas fundamentais, como cultura, esporte e sexualidade. Este artigo é também uma forma de ressaltar a importância de olharmos os deficientes como pessoas capazes. O talento de Vinícius Venades é uma prova indubitável dessa realidade. Sem dúvida, a deficiência é uma face importante da diversidade humana, porém constantemente incompreendida. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2022 aponta que 17,3 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, entretanto a participação dessas pessoas no mercado de trabalho não corresponde a 50% desse percentual, embora a maioria seja constituída por pessoas capazes, pois a deficiência não define a capacidade da pessoa. De acordo com essa pesquisa: 5,1 milhões de pessoas com deficiência trabalhavam, contra 12 milhões que estavam fora da força de trabalho no Brasil. Poesia 1. Cristina Vieira: Como você se descobriu poeta? Vinícius Venades: Eu me descobri poeta quando percebi que escrever era minha maneira de organizar e dar sentido ao que eu sentia. A escrita surgiu como uma forma de autoconhecimento, uma maneira de canalizar minhas emoções e minha percepção do mundo. Com o tempo, entendi que todos têm essa capacidade de contar suas próprias histórias. 2. Cristina Vieira: Como você define a poesia? Vinícius Venades: A poesia é a arte de colocar em palavras aquilo que muitas vezes está além da linguagem comum. Ela revela o que está escondido, transforma sentimentos em versos e dá vida às experiências. Acredito que todos nós, de algum modo, somos poetas, pois todos temos algo a dizer, seja em silêncio ou em palavras. &#8220;A poesia é essa capacidade de ver o extraordinário no cotidiano e a forma de cada um escrever a sociedade, acho que um sinônimo de poesia é exatamente esse, sociedade”. 3. Cristina Vieira: Na sua opinião, qual o valor da poesia na atualidade? Vinícius Venades:  O valor da poesia é imensurável. Em tempos de tanta incerteza e polarização, ela nos lembra da nossa humanidade comum. Ela pode nos fazer refletir, questionar e nos conectar com sentimentos e experiências que, muitas vezes, não encontramos nas palavras cotidianas. A poesia é uma forma de resistência e uma maneira de resgatar a sensibilidade que muitas vezes se perde. “A poesia é uma linguagem universal. Com seus vários dialetos, ela deixa a comunicação mais bela e plural”. Literatura como agente de inclusão 4. Cristina Vieira: Você enxerga a literatura como agente de inclusão? Explique, por favor. Sim, a literatura tem papel fundamental como agente de inclusão. Ela dá voz àqueles que muitas vezes são silenciados, abre espaço para a diversidade de experiências e coloca diferentes realidades em contato umas com as outras. Por meio da leitura e da escrita, podemos explorar mundos e perspectivas que, de outra forma, talvez não conheceríamos. A literatura tem a capacidade de incluir ao ampliar os horizontes do leitor, conectando-o com diferentes culturas, realidades e formas de ser. Ela pode quebrar barreiras, criando empatia e entendendo as lutas e vivências de pessoas que, muitas vezes, são excluídas ou marginalizadas. 5. Cristina Vieira: Você lançou no dia 26 de setembro o livro Entre o Ser e o Sistema. Pode nos explicar o significado desse nome? Vinícius Venades: O título “Entre o Ser e o Sistema” reflete a dualidade entre quem somos como indivíduos e o impacto que o sistema exerce sobre nós. O “Ser” representa a nossa essência, nossas vontades, sentimentos e desejos. Já o “Sistema” é a sociedade em que estamos inseridos, com todas as suas estruturas, limitações e imposições. “O livro explora o conflito entre a individualidade e as pressões sociais que nos moldam, questionando até que ponto somos livres ou apenas peças em uma grande estrutura”. 6. Cristina Vieira: O que o leitor encontra na obra? Por que você a considera como um grito? Onde é possível adquiri-la? Vinícius Venades: Na obra Entre o Ser e o Sistema, o leitor encontra uma poesia que reflete sobre as dores e os desafios da nossa sociedade. Ela fala de temas como alienação, precarização do trabalho e das condições, muitas vezes insustentáveis, nas quais as pessoas são obrigadas a viver. Eu considero esse livro um verdadeiro grito porque ele expõe uma realidade em que muitos não vivem de fato, mas apenas sobrevivem. A obra revela as mazelas de um sistema que sufoca, que reduz a vida a uma luta diária e que rouba da humanidade a dignidade que ela merece. Minha poesia busca ser uma voz que questiona, que incomoda e que chama à reflexão sobre o que está errado e sobre como podemos transformar essa realidade. “Minha poesia busca ser uma voz que questiona, que incomoda e que chama à reflexão sobre o que está errado e sobre como podemos transformar essa realidade”. Ela pode ser adquirida diretamente comigo, por meio do WhatsApp ou e-mail disponibilizados no final desta matéria. Para isso, basta entrar em contato comigo que eu]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Entrevista com Vinícius Venades</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este mês quem fala aos leitores do blog da Cris é o poeta, ativista e palestrante, Vinícius Venades. Engajado em causas sociais, especialmente na defesa dos direitos dos deficientes, Venades é estudante de direito e Conselheiro Municipal da Juventude, aqui em Belo Horizonte, cidade onde nasceu. Com 20 anos, o poeta acredita que todos somos escritores.</p>
<p>Em sua visão, a poesia é um meio de expressar emoções e provocar reflexões sobre o mundo. Sua trajetória poética começou como algo íntimo, uma forma de expressar sentimentos e reflexões pessoais. Com o passar do tempo, ele percebeu sua poesia como um instrumento de diálogo com as pessoas e com as questões sociais, um meio de conectar o seu interior ao mundo exterior, sempre com a crença de que todos têm histórias valiosas para compartilhar.</p>
<p>Seu talento e seu ideal de justiça estão presentes em cada linha desta entrevista em que ele denuncia e se pronuncia sobre a invisibilidade dos deficientes e fala da sua experiência de ser invalidado em todos os aspectos da vida. Como pessoa com deficiência, ele já foi ignorado nas suas necessidades e aspirações em áreas fundamentais, como cultura, esporte e sexualidade.</p>
<p>Este artigo é também uma forma de ressaltar a importância de olharmos os deficientes como pessoas capazes. O talento de Vinícius Venades é uma prova indubitável dessa realidade. Sem dúvida, a deficiência é uma face importante da diversidade humana, porém constantemente incompreendida.</p>
<p>Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2022 aponta que 17,3 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, entretanto a participação dessas pessoas no mercado de trabalho não corresponde a 50% desse percentual, embora a maioria seja constituída por pessoas capazes, pois a deficiência não define a capacidade da pessoa. De acordo com essa pesquisa: 5,1 milhões de pessoas com deficiência trabalhavam, contra 12 milhões que estavam fora da força de trabalho no Brasil.</p>
<p><strong>Poesia</strong></p>
<p>1.<strong> Cristina Vieira</strong>: Como você se descobriu poeta?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: Eu me descobri poeta quando percebi que escrever era minha maneira de organizar e dar sentido ao que eu sentia. A escrita surgiu como uma forma de autoconhecimento, uma maneira de canalizar minhas emoções e minha percepção do mundo. Com o tempo, entendi que todos têm essa capacidade de contar suas próprias histórias.</p>
<p>2. <strong>Cristina Vieira</strong>: Como você define a poesia?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: A poesia é a arte de colocar em palavras aquilo que muitas vezes está além da linguagem comum. Ela revela o que está escondido, transforma sentimentos em versos e dá vida às experiências. Acredito que todos nós, de algum modo, somos poetas, pois todos temos algo a dizer, seja em silêncio ou em palavras.</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>&#8220;A poesia é essa capacidade de ver o extraordinário no cotidiano e a forma de cada um escrever a sociedade, acho que um sinônimo de poesia é exatamente esse, sociedade”.</strong></span></p>
<p>3. <strong>Cristina Vieira</strong>: Na sua opinião, qual o valor da poesia na atualidade?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>:  O valor da poesia é imensurável. Em tempos de tanta incerteza e polarização, ela nos lembra da nossa humanidade comum. Ela pode nos fazer refletir, questionar e nos conectar com sentimentos e experiências que, muitas vezes, não encontramos nas palavras cotidianas. A poesia é uma forma de resistência e uma maneira de resgatar a sensibilidade que muitas vezes se perde.</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>“A poesia é uma linguagem universal. Com seus vários dialetos, ela deixa a comunicação mais bela e plural”.</strong></span></p>
<p><strong>Literatura como agente de inclusão</strong></p>
<p>4. <strong>Cristina Vieira</strong>: Você enxerga a literatura como agente de inclusão? Explique, por favor.</p>
<p>Sim, a literatura tem papel fundamental como agente de inclusão. Ela dá voz àqueles que muitas vezes são silenciados, abre espaço para a diversidade de experiências e coloca diferentes realidades em contato umas com as outras. Por meio da leitura e da escrita, podemos explorar mundos e perspectivas que, de outra forma, talvez não conheceríamos. A literatura tem a capacidade de incluir ao ampliar os horizontes do leitor, conectando-o com diferentes culturas, realidades e formas de ser. Ela pode quebrar barreiras, criando empatia e entendendo as lutas e vivências de pessoas que, muitas vezes, são excluídas ou marginalizadas.</p>
<p>5. <strong>Cristina Vieira</strong>: Você lançou no dia 26 de setembro o livro <strong>Entre o Ser e o Sistema</strong>. Pode nos explicar o significado desse nome?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: O título “Entre o Ser e o Sistema” reflete a dualidade entre quem somos como indivíduos e o impacto que o sistema exerce sobre nós. O “Ser” representa a nossa essência, nossas vontades, sentimentos e desejos. Já o “Sistema” é a sociedade em que estamos inseridos, com todas as suas estruturas, limitações e imposições.</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>“O livro explora o conflito entre a individualidade e as pressões sociais que nos moldam, questionando até que ponto somos livres ou apenas peças em uma grande estrutura”.</strong></span></p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-4963 aligncenter" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Foto-3-R-200x300.jpg" alt="" width="294" height="442" /></p>
<p>6.<strong> Cristina Vieira</strong>: O que o leitor encontra na obra? Por que você a considera como um grito? Onde é possível adquiri-la?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: Na obra Entre o Ser e o Sistema, o leitor encontra uma poesia que reflete sobre as dores e os desafios da nossa sociedade. Ela fala de temas como alienação, precarização do trabalho e das condições, muitas vezes insustentáveis, nas quais as pessoas são obrigadas a viver. Eu considero esse livro um verdadeiro grito porque ele expõe uma realidade em que muitos não vivem de fato, mas apenas sobrevivem.</p>
<p>A obra revela as mazelas de um sistema que sufoca, que reduz a vida a uma luta diária e que rouba da humanidade a dignidade que ela merece. Minha poesia busca ser uma voz que questiona, que incomoda e que chama à reflexão sobre o que está errado e sobre como podemos transformar essa realidade.</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>“Minha poesia busca ser uma voz que questiona, que incomoda e que chama à reflexão sobre o que está errado e sobre como podemos transformar essa realidade”.</strong></span></p>
<p>Ela pode ser adquirida diretamente comigo, por meio do WhatsApp ou e-mail disponibilizados no final desta matéria. Para isso, basta entrar em contato comigo que eu a enviarei. Futuramente, ela poderá ser adquirida digitalmente, como forma de ampliar o acesso à leitura e à reflexão sobre o conteúdo.</p>
<p>7.<strong> Cristina Vieira</strong>: Além desse novo livro, você publicou outras obras? Quais? Fale um pouco sobre isso.</p>
<p>Vinícius Venades: Ainda não publiquei obras próprias, mas tive a honra de participar de da 8<sup>a</sup>, 9<sup>a</sup> e 10<sup>a </sup>edições, do Cena Poética, publicadas em 2022, 2023 e 2024, respectivamente. Esses livros reúnem autores e poetas independentes que, juntos, criaram obras verdadeiramente belas. Cada volume é um reflexo da diversidade literária, cultural e poética do Brasil. São trabalhos ricos, cheios de capacidade e sensibilidade que recomendo para quem deseja se aprofundar em literatura contemporânea. Elas comprovam que, mesmo nas mãos de autores independentes, a poesia pode transformar e inspirar.</p>
<p><strong>Direito</strong></p>
<p>8. <strong>Cristina Vieira</strong>: Engajado em causas sociais, você desenvolve um trabalho muito importante voltado para o direito das pessoas com deficiência. Em que medida a sua própria deficiência o motivou a atuar nessa área?</p>
<p>Minha deficiência sempre foi uma fonte de motivação porque eu vivi e ainda vivo as dificuldades de precisar de ajuda e, muitas vezes, não encontrar ninguém disposto ou capacitado para oferecê-la. Eu entendo profundamente o que é ser invisível para a sociedade, ser invalidado em praticamente todos os aspectos da vida. Como pessoa com deficiência, já fui ignorado nas minhas necessidades e desejos em áreas fundamentais, como cultura, esporte, pensamento, sexualidade e até na construção da minha paz enquanto adulto.</p>
<p>As pessoas frequentemente não levam a sério o potencial de uma pessoa com deficiência. Isso vai muito além de acessibilidade física, está relacionado com a nossa dignidade, com o reconhecimento da nossa autonomia e das nossas capacidades. Fui empurrado, muitas vezes, para um lugar de subestimação, no qual se espera que a pessoa com deficiência seja limitada e dependente, incapaz de participar ativamente da sociedade, mas esse é um estereótipo que precisa ser rompido.</p>
<p>Essa vivência de exclusão me motiva a ser uma voz ativa na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, porque eu sei o que é ser negado, o que é não ter espaço e não ser ouvido. Meu trabalho é uma forma de garantir que outras pessoas não passem pelas mesmas barreiras e que possam viver plenamente, com autonomia e respeito. Quero ser o apoio que muitas vezes me faltou e é isso que me impulsiona a lutar pela inclusão verdadeira — uma inclusão que seja digna e que reconheça o potencial, os sonhos e o valor de cada pessoa com deficiência.</p>
<p>9. <strong>Cristina Vieira</strong>: Para você, qual o significado desse trabalho e o que você espera alcançar com ele? Como é a receptividade por parte das instituições e das pessoas?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: Esse trabalho significa para mim a luta por dignidade e justiça. Mais do que promover inclusão, busco garantir que pessoas com deficiência sejam vistas e tratadas com o respeito que merecem. Meu objetivo é sensibilizar a sociedade e as instituições para que enxerguem esses indivíduos como agentes ativos, capazes de transformar o mundo ao seu redor. A receptividade, felizmente, tem sido muito positiva, embora ainda exista muito a ser feito. As instituições e as pessoas têm começado a abrir os olhos para a importância de uma inclusão efetiva, mas o caminho ainda é longo e cheio de desafios.</p>
<p>10.<strong> Cristina Vieira</strong>: No contexto atual, quais as principais dificuldades das pessoas com deficiência? Você considera que estamos caminhando para soluções adequadas?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: As principais dificuldades das pessoas com deficiência ainda são a falta de acessibilidade, a falta de oportunidades no mercado de trabalho e o preconceito enraizado na sociedade. Estamos caminhando, sim, mas de maneira lenta. Existem avanços importantes, mas o que falta, muitas vezes, é a conscientização de que essas barreiras precisam ser superadas urgentemente, para que as pessoas com deficiência possam viver em igualdade de condições. A inclusão não pode ser um favor, precisa ser um direito garantido e respeitado.</p>
<p>11. <strong>Cristina Vieira</strong>: Conte-nos um pouco do Vinícius palestrante. Qual é o seu público? Onde e o que você aborda em suas palestras? Como contratá-lo?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: Como palestrante, meu foco principal está no anticapacitismo e nos direitos das pessoas com deficiência. Meu público é diverso, abrangendo universidades, sindicatos, escolas, empresas e outras instituições que buscam sensibilizar suas comunidades sobre a importância da inclusão e dos direitos humanos. Nas minhas palestras, abordo questões como a invisibilidade social, o preconceito e como podemos construir uma sociedade mais inclusiva e justa. Para contratar uma palestra, basta entrar em contato diretamente comigo, para acertarmos os detalhes e necessidades do evento.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Quais são os seus planos em relação a próximas produções literárias e ações sociais?</p>
<p><strong>Vinícius Venades</strong>: Tenho planos de continuar usando a poesia como uma ferramenta de transformação social. Quero seguir produzindo obras que falem sobre as lutas e desafios que enfrentamos na sociedade, principalmente em relação à alienação, ao trabalho precarizado e à invisibilidade de grupos marginalizados, como as pessoas com deficiência. Pretendo lançar mais livros e continuar participando de coletâneas, fortalecendo a poesia como um grito de resistência e reflexão.</p>
<p>Além disso, planejo continuar com meu trabalho de palestrante e ativista, expandindo a conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência e o anticapacitismo. Meu objetivo é alcançar ainda mais instituições, universidades e sindicatos, sempre buscando gerar impacto social positivo e contribuir para um mundo mais inclusivo.</p>
<p>Em termos de ação social, quero continuar engajado em projetos que promovam acessibilidade, inclusão e autonomia para pessoas com deficiência. Também busco formas de ampliar meu trabalho com juventudes, educação e políticas públicas, sempre com o foco em construir uma sociedade mais justa e equitativa para todos.</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>Para que você possa conhecer mais o Vinícius Venades, reproduzimos, abaixo, uma poesia do autor.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>Quem sou eu?</strong></span></p>
<p>Eu que não sou mais o mesmo.</p>
<p>Você também já não é.</p>
<p>Indago-me quem eu sou,</p>
<p>Pergunta-te, quem você é?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em constante embate de egos,</p>
<p>vivemos em um revés:</p>
<p>Aqueles que nem se veem</p>
<p>querem definir os cegos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há várias versões de mim,</p>
<p>nas imensuráveis mentes</p>
<p>que cruzaram meu caminho.</p>
<p>Eu me encontro em todas elas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Me encontro nos desencontros,</p>
<p>E onde fui, serei também.</p>
<p>Para sempre e mais um dia,</p>
<p>Serei só eu, singular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há muitas versões de mim.</p>
<p>O pequenino, o calado,</p>
<p>O extrovertido, o agitado.</p>
<p>E eu me encontro em todas elas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vou ser eternamente eu,</p>
<p>entregue à fome das traças,</p>
<p>postas na roupagem do ego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>Contatos:</strong></span></p>
<p>(31)99426-4711 – WhatsApp</p>
<p><a href="mailto:vinivenades@gmail.com">vinivenades@gmail.com</a> – e-mail</p>
<p>vinicius.venades – Instagram pessoal</p>
<p>In.site_poemas – Instagram de poemas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Uma Árvore que Entrega Poesias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2024 18:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Trechos de Mim]]></category>
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					<description><![CDATA[Entrevista Com Rogério Salgado &#160; Quando se pensa em poesia em Minas Gerais, nomes como Carlos Drummond de Andrade e Adélia Prado são referências, mas, dificilmente, quem gosta e vive a poesia por aqui deixará de citar Rogério Salgado como uma das mais vivas expressões dessa arte. Hoje, com 49 anos de carreira, Rogério decidiu ser poeta, em 1975, após ler o poema “Palavras ao cadáver”, de Antônio Roberto Fernandes. Mais tarde, em 1982, ele recebeu uma pequena quantia de um seguro e resolveu arriscar. Foi aí que ele publicou o seu primeiro livro, “Tontinho”. Carioca, Rogério adotou Minas Gerais e aqui esculpiu sua obra. Como uma árvore de cores e tamanhos variados, ele leva poesia como quem distribui cartas a leitores diferentes em idade, status social e cultural. A exemplo de grandes poetas, como Vinicius de Moraes, nascido, Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes, Rogério, também, optou por sintetizar o próprio nome substituindo Rogério Salgado da Silva, por Rogério Salgado. Sua escolha aconteceu em razão da facilidade de assimilação que o nome artístico escolhido tem em comparação ao nome de registro. Avesso a entrevistas, este ano ele concedeu três, com o objetivo de divulgar o seu livro, Antes que a Lua Enfarte, e, por um acaso da sorte, fui uma das premiadas para essa agradável tarefa. “Sou avesso a entrevistas. Acho chato ter de falar de mim assim, abertamente, e bate aquela insegurança. Este ano, por causa do meu novo livro Antes que lua enfarte, concedi apenas três: para Brenda Marques Pena, para a Rede Minas; para o poeta, filósofo e crítico literário, Leonardo de Magalhaens e, agora, para você”.  Criativo 1. Como você se define? Quem é o poeta Rogério Salgado? RS: Quando eu tinha 11 ou 12 anos, não me lembro bem, uma professora pediu que os alunos escrevessem uma redação cujo tema era Eu sou uma arvorezinha. Todos escreveram que eram uma macieira, uma mangueira, uma laranjeira e aí por diante. &#8220;Eu escrevi que era a arvorezinha que levava as revistinhas do Pato Donald e Tio Patinhas para as crianças, as notícias sobre carros novos para os papais&#8230; e que eu era a arvorezinha símbolo da Editora Abril&#8221;.  A professora então comentou com a minha tia que eu tinha imaginação fértil e que seria um escritor. Hoje, sou poeta. &#160; 2. Como você se descobriu poeta? RS: Numa aula de Tecnologia Açucareira, escrevi meu primeiro poema e mostrei ao professor. Ele leu e me repreendeu dizendo para eu parar de copiar os outros. Ali, recebi o meu primeiro desestímulo. Nessa época escrevi mais de 300 poemas, que se condensaram em pouco mais de 40, no meu primeiro livro de poemas: Meu Íntimo, de 1984, com capa de Carlos César do Carmo, prefácio do teatrólogo, Orávio de Campos, e contracapa do ator Atilano Rocha. Apesar do livro ser imaturo e pobre literariamente, ele foi importante para mim, porque foi ali que tudo começou. A publicação desse livro aconteceu graças ao apoio do poeta Wagner Torres, que também organizou um lançamento num bar que ficava em cima do Teatro Marília. &#160; 3. Quantos anos você tem de carreira? Como você descreve a sua trajetória? RS: Tenho 49 anos de carreira. Minha trajetória é simples. Em 1975, após ler o poema, Palavras ao cadáver, de Antônio Roberto Fernandes, decidi que seria poeta. “Nesse momento, muitos imaginaram que eu seria mais um vagabundo”. Com a morte de minha mãe, em 1980, vim morar em Belo Horizonte, na casa do meu irmão. Em 1982, recebi uma pequena quantia de um seguro que a minha mãe havia feito e resolvi arriscar. Publiquei, então, o meu primeiro livro: Tontinho, um conto ingênuo de apenas 20 páginas, numa tiragem bem humilde, já que era o que dava para fazer com a grana. A partir desse livro, comecei minha carreira vendendo o meu próprio trabalho. Em 1986, dentro de casa, sugeriram que eu deveria deixar essa coisa de ser poeta e procurar um emprego decente. Decidi então, deixar uma vida com alguns luxos e fui para a rua. Dormi embaixo de marquises, até que Wagner Torres, meu companheiro na Arte Quintal, me convidou para morar na casa dos seus pais. &#8220;Hoje vivo da minha arte e sou reconhecido nacionalmente, o que me enche de orgulho por ter lutado tanto para vencer na vida com a poesia e, sempre que posso, estendo a mão aos poetas iniciantes que me procuram&#8221;. Uma frase da minha autoria, bastante conhecida, diz o seguinte: O poeta, como todo artista, precisa passar por três fases na vida: a primeira, quando inicia a carreira, ele é humilde e simples; a segunda é quando ele se torna consagrado, ele é arrogante e, na maioria das vezes, um mala; a terceira é quando ele se torna amadurecido, ele então volta à primeira fase e se torna novamente humilde e simples. &#8220;Pena que a grande maioria nunca passa da segunda fase&#8221;. &#160; 4. Quantas obras você publicou? Todas são de poesia ou há alguma exceção? Entre essas obras, quais você ressalta e por quê? RS: Tenho mais de 30 livros publicados. A maioria é de poesia. Escrevi alguns poucos livros de contos, um romance e algumas peças de teatro, mas descobri que no fundo sou um poeta metido a escrever outras coisas e decidi ficar só na poesia. Gosto muito de Volúvel Fado, de 2020, e estou apaixonado pelo meu último livro, Antes que a lua enfarte, publicado este ano. Gosto dos dois porque, no Volúvel Fado fui como um profeta e, em alguns poemas, já denunciava o risco que a nossa democracia sofreria, entre 2019 e 2022. Já em Antes que a lua enfarte, apesar de registrar vários poemas que falam de minhas lembranças e vivências pessoais, também expresso que o que eu previa era realidade e a nossa democracia realmente passou por um perigoso 8 de janeiro de 2023 e, ainda, continua sofrendo ameaças. &#160; 5. Por que reuniu em um único livro as suas obras Tontinho e Jesus Cristo Cego,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Entrevista Com Rogério Salgado</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando se pensa em poesia em Minas Gerais, nomes como Carlos Drummond de Andrade e Adélia Prado são referências, mas, dificilmente, quem gosta e vive a poesia por aqui deixará de citar Rogério Salgado como uma das mais vivas expressões dessa arte.</p>
<p>Hoje, com 49 anos de carreira, Rogério decidiu ser poeta, em 1975, após ler o poema “Palavras ao cadáver”, de Antônio Roberto Fernandes. Mais tarde, em 1982, ele recebeu uma pequena quantia de um seguro e resolveu arriscar. Foi aí que ele publicou o seu primeiro livro, “Tontinho”.</p>
<p>Carioca, Rogério adotou Minas Gerais e aqui esculpiu sua obra. Como uma árvore de cores e tamanhos variados, ele leva poesia como quem distribui cartas a leitores diferentes em idade, status social e cultural.</p>
<p>A exemplo de grandes poetas, como Vinicius de Moraes, nascido, Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes, Rogério, também, optou por sintetizar o próprio nome substituindo Rogério Salgado da Silva, por Rogério Salgado. Sua escolha aconteceu em razão da facilidade de assimilação que o nome artístico escolhido tem em comparação ao nome de registro.</p>
<p>Avesso a entrevistas, este ano ele concedeu três, com o objetivo de divulgar o seu livro, <em>Antes que a Lua Enfarte</em>, e, por um acaso da sorte, fui uma das premiadas para essa agradável tarefa.</p>
<p><strong>“Sou avesso a entrevistas. Acho chato ter de falar de mim assim, abertamente, e bate aquela insegurança. Este ano, por causa do meu novo livro <em>Antes que lua enfarte</em>, concedi apenas três: para Brenda Marques Pena, para a Rede Minas; para o poeta, filósofo e crítico literário, Leonardo de Magalhaens e, agora, para você”. </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff;">Criativo</span></strong></p>
<p>1. Como você se define? Quem é o poeta Rogério Salgado?</p>
<p>RS: Quando eu tinha 11 ou 12 anos, não me lembro bem, uma professora pediu que os alunos escrevessem uma redação cujo tema era <em>Eu sou uma arvorezinha</em>.</p>
<p>Todos escreveram que eram uma macieira, uma mangueira, uma laranjeira e aí por diante.</p>
<p><strong>&#8220;Eu escrevi que era a arvorezinha que levava as revistinhas do Pato Donald e Tio Patinhas para as crianças, as notícias sobre carros novos para os papais&#8230; e que eu era a arvorezinha símbolo da Editora Abril&#8221;. </strong></p>
<p><strong> </strong>A professora então comentou com a minha tia que eu tinha imaginação fértil e que seria um escritor. Hoje, sou poeta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. Como você se descobriu poeta?</p>
<p>RS: Numa aula de Tecnologia Açucareira, escrevi meu primeiro poema e mostrei ao professor. Ele leu e me repreendeu dizendo para eu parar de copiar os outros. Ali, recebi o meu primeiro desestímulo.</p>
<p>Nessa época escrevi mais de 300 poemas, que se condensaram em pouco mais de 40, no meu primeiro livro de poemas: <em>Meu Íntimo</em>, de 1984, com capa de Carlos César do Carmo, prefácio do teatrólogo, Orávio de Campos, e contracapa do ator Atilano Rocha. Apesar do livro ser imaturo e pobre literariamente, ele foi importante para mim, porque foi ali que tudo começou.</p>
<p>A publicação desse livro aconteceu graças ao apoio do poeta Wagner Torres, que também organizou um lançamento num bar que ficava em cima do Teatro Marília.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. Quantos anos você tem de carreira? Como você descreve a sua trajetória?</p>
<p>RS: Tenho 49 anos de carreira. Minha trajetória é simples. Em 1975, após ler o poema, <em>Palavras ao cadáver</em>, de Antônio Roberto Fernandes, decidi que seria poeta.</p>
<p><strong>“Nesse momento, muitos imaginaram que eu seria mais um vagabundo”. </strong></p>
<p>Com a morte de minha mãe, em 1980, vim morar em Belo Horizonte, na casa do meu irmão. Em 1982, recebi uma pequena quantia de um seguro que a minha mãe havia feito e resolvi arriscar. Publiquei, então, o meu primeiro livro: <em>Tontinho</em>, um conto ingênuo de apenas 20 páginas, numa tiragem bem humilde, já que era o que dava para fazer com a grana.</p>
<p>A partir desse livro, comecei minha carreira vendendo o meu próprio trabalho. Em 1986, dentro de casa, sugeriram que eu deveria deixar essa coisa de ser poeta e procurar um emprego decente.</p>
<p>Decidi então, deixar uma vida com alguns luxos e fui para a rua. Dormi embaixo de marquises, até que Wagner Torres, meu companheiro na Arte Quintal, me convidou para morar na casa dos seus pais.</p>
<p><strong>&#8220;Hoje vivo da minha arte e sou reconhecido nacionalmente, o que me enche de orgulho por ter lutado tanto para vencer na vida com a poesia e, sempre que posso, estendo a mão aos poetas iniciantes que me procuram&#8221;. </strong></p>
<p>Uma frase da minha autoria, bastante conhecida, diz o seguinte: O poeta, como todo artista, precisa passar por três fases na vida: a primeira, quando inicia a carreira, ele é humilde e simples; a segunda é quando ele se torna consagrado, ele é arrogante e, na maioria das vezes, um mala; a terceira é quando ele se torna amadurecido, ele então volta à primeira fase e se torna novamente humilde e simples.</p>
<p><strong>&#8220;Pena que a grande maioria nunca passa da segunda fase&#8221;.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4. Quantas obras você publicou? Todas são de poesia ou há alguma exceção? Entre essas obras, quais você ressalta e por quê?</p>
<p>RS: Tenho mais de 30 livros publicados. A maioria é de poesia. Escrevi alguns poucos livros de contos, um romance e algumas peças de teatro, mas descobri que no fundo sou um poeta metido a escrever outras coisas e decidi ficar só na poesia. Gosto muito de <em>Volúvel Fado</em>, de 2020, e estou apaixonado pelo meu último livro, <em>Antes que a lua enfarte</em>, publicado este ano. Gosto dos dois porque, no <em>Volúvel Fado</em> fui como um profeta e, em alguns poemas, já denunciava o risco que a nossa democracia sofreria, entre 2019 e 2022. Já em <em>Antes que a lua enfart</em>e, apesar de registrar vários poemas que falam de minhas lembranças e vivências pessoais, também expresso que o que eu previa era realidade e a nossa democracia realmente passou por um perigoso <strong>8 de janeiro de 2023</strong> e, ainda, continua sofrendo ameaças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. Por que reuniu em um único livro as suas obras <em>Tontinho </em>e<em> Jesus Cristo Cego</em>, elas têm algo em comum?</p>
<p>RS: Sabe, eu tenho uma fobia de morrer e deixar poemas engavetados e eles se perderem. Então, quando penso em publicar um novo livro, busco inspiração para escrever e escrevo até sentir que já tenho poemas suficientes para esse novo livro. Depois, sou capaz de me travar e, se preciso, ficar dois ou mais anos sem escrever. Daí que, em 2022, senti necessidade de publicar um livro, mas estava desanimado a escrever novos poemas, por causa de tudo que a nossa cultura estava passando. Estava, sim, desesperançoso, principalmente pelo fechamento do Ministério da Cultura, que se transformou numa <em>secretariazinha</em> de fundo de sala. Foi quando lembrei que meu primeiro livro, <em>Tontinho</em>, estava fazendo 40 anos de publicação, mas aí seria um livro de poucas páginas. Lembrei, então, que meu livro <em>Jesus Cristo Cego</em>, contendo um poema sacrossocial, estava fazendo 35 anos de publicação.</p>
<p><strong>&#8220;Ao receber uma proposta do Selo Editorial Starling, do meu amigo Rodrigo Starling, decidi publicar os dois livros, com o título de capa <em>Agnus</em>, porque o personagem Tontinho era um cordeiro social do morro e Jesus tinha sido o Cordeiro de Deus&#8221;.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. Você tem um papel fundamental na reunião mensal de poetas no Centro Cultural Padre Eustáquio. Em que consiste esse encontro? O que acontece ali? Por que ela é importante para quem participa e para a sociedade?</p>
<p>RS: Gostaria de esclarecer que, apesar de muitos pensarem, eu não trabalho no Centro Cultural Padre Eustáquio e que realizo raros eventos nesse local. Sempre nas terceiras sextas-feiras do mês, a não ser em raras exceções, às 19 horas, acontece o evento <em>Feira de Poesia</em>, criado, há 10 anos, pelos poetas Paulo Siuves e Márcia Araújo e que, pela minha amizade com Hélio Prata, organizador do evento, apenas ajudo a divulgar e também dou uns toques para cada realização. Apenas isso.</p>
<p><strong>“O <em>Feira de Poesia</em> é um encontro de poetas no qual eles trocam ideias, leem ou recitam seus poemas. É um evento muito gostoso de participar e que sempre será importante para todos nós”.</strong></p>
<p>Além disso, o encontro é aberto ao público. Quem quiser assistir ou participar, o endereço é Rua Jacutinga, 550, Padre Eustáquio, aqui em Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. Embora carioca, você mora em Belo Horizonte há mais de quatro décadas, por que você escolheu Minas Gerais?</p>
<p>RS: Não escolhi. Quando minha mãe, a pianista Glória Salgado, faleceu, o único lugar que eu tinha para ir era a casa do meu único irmão, aqui em Belo Horizonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8.A maioria dos poetas opta por outra forma de ganhar a vida. Como é para você viver de poesia? Você considera que ao optar por viver da poesia você tem uma vida mais intensa e feliz?</p>
<p>RS: Eu sempre acreditei na minha poesia. Costumo dizer que, se você não acredita no seu produto, você nunca vai vendê-lo. Passei muitas</p>
<p>dificuldades. No começo de carreira vendia livros de mão em mão, até que passei a ser convidado para eventos.</p>
<p><strong>“Hoje recebo cachê para uma participação, seja apresentando uma performance ou para um bate-papo. Tenho oficinas para as quais busco patrocínios e consigo realizá-las, e meus livros vendem razoavelmente bem”.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9. Quais foram as suas principais influências? Fale um pouco sobre isso?</p>
<p>RS: Minhas primeiras influências foram os poetas Antônio Roberto Fernandes, Artur Gomes e Carlos A. A. de Sá.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>“Posteriormente, fui muito influenciado por Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Mário Quintana, porque vejo muito do que penso nos poemas deles”.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10 &#8211; Sua última obra, <em>Antes que a Lua Enfarte</em>, tem um nome bastante original, por que adotou um nome tão singular? O que ele exprime? Qual o seu impacto em sua trajetória?</p>
<p>RS: O título surgiu por acaso, após pronunciar: ‘vou ali e volto antes que a lua enfarte’. Aí constatei que, sem querer, disse uma frase poética e escrevi o poema, <em>Prece</em>, cuja abertura é essa frase. Esse foi o único poema que escrevi entre 2019 e 2023, e o mais interessante é que ele saiu inteiro. Depois voltei à reclusão.</p>
<p><strong>“Vivíamos muitas turbulências no Brasil, daí pensei que a situação estava tão complexa que até a lua corria risco de enfartar. Entre os meus livros, esse é o que está obtendo mais aceitação e isso me faz muito feliz”.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11. Este ano você lança mais uma edição de “Cena Poética”. Em que consiste essa obra? Alguma novidade? Quem são os autores? Qual a sua importância para os participantes e para a poesia?</p>
<p>RS: Entre 2005 e 2014, eu e Virgilene Araújo realizamos na capital mineira, o Belô Poético, Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte, evento que, sem apoio de nenhum órgão público, mas apenas com apoio de amigos e da iniciativa privada, reuniu  poetas de vários estados do país e alguns do exterior. Ele nasceu do objetivo de reunir autores nacionais, em uma obra que desse representatividade a isso. Diante disso, resolvemos criar uma coletânea que unisse poetas consagrados e iniciantes de várias partes do país. Chegamos a publicar oito edições. A coletânea recebeu o título de <em>Poetas En/Cena</em>.</p>
<p><strong>“Com o fim do <em>Belô Poético</em>, decidi deixar de publicar essa coletânea, mas, diante de uma insistência enorme para que eu desse continuidade à publicação, resolvi iniciar outra, agora com o nome de <em>Cena Poética”</em>. </strong></p>
<p>Essa é a única obra que publico que conta com participação de outros autores. Faço isso porque tenho muitas alegrias com esse trabalho. Por meio dele, abri as portas para muitos poetas iniciantes, que hoje são participativos e alguns até fazem parte de academias.</p>
<p><strong>“Vale ressaltar que a coletânea <em>Cena Poética</em> recebeu, em 2015, da IWA-International Writers and Artists Association, dos Estados Unidos da América, a premiação <em>The Best Anthology of Poetry in Portuguese of Brazil</em>.  O projeto gráfico da capa é de Valdinei do Carmo. Já o projeto gráfico e a diagramação do miolo é de Irineu Baroni,  que é co-editor, junto comigo”. </strong></p>
<p>Este ano a obra está em sua 10ª edição e conta com autores dos estados do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.</p>
<p>Os livros serão entregues aos autores, em uma Noite de Confraternização, com direito a sarau, no dia 30 de agosto, às 19h, no Centro Cultural Padre Eustáquio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4906 aligncenter" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS-300x300.jpg" alt="Foto: Guilherme Ximenes" width="300" height="300" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS-300x300.jpg 300w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS-1024x1024.jpg 1024w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS-150x150.jpg 150w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS-768x768.jpg 768w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Segunda-foto-RS.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Foto: Guilherme Ximenes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12. Quais são os seus planos para este e o próximo ano? Tem algo novo em mente?</p>
<p>RS: Para este ano, realizar várias noites de autógrafos com <em>Antes que a lua enfarte.</em> Para os próximos, não penso em nada pessoal. Vou deixar acontecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>13. Que poema melhor o representa? Por quê? Pode reproduzi-lo para que outras pessoas leiam?</p>
<p>RS: O poema que mais gosto e me identifico com ele é CONCEITO, porque diz tudo o que penso sobre meu ser e fazer poético.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CONCEITO</strong></p>
<p>Para Orávio de Campos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sou o que representa</p>
<p>a febre, a dor</p>
<p>a expressão exata</p>
<p>a corda que desata</p>
<p>todos os nós acorrentados</p>
<p>aos conceitos do que</p>
<p>querem que a poesia seja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Canto a canção ferida</p>
<p>daquilo que é doído</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>tenho olhos de vidros partidos</p>
<p>e a imensidão de compor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não me estabeleço</p>
<p>amanheço, entardeço, anoiteço</p>
<p>na forma mais concreta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>14. Que conselho você deixa para quem está começando?</p>
<p>RS: &#8220;<strong>Acredite sempre em você e no seu trabalho e não deixe ninguém dizer que você está no caminho errado&#8221;.</strong></p>
<p>Leia muito, principalmente poesia, porque aprendemos muito com a poesia de outros poetas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quer entrar em contato com Rogério Salgado? Envie uma mensagem para ele. O e-mail dele é:</strong></p>
<p>E-mail: <a href="mailto:poetarogeriosalgado@yahoo.com">poetarogeriosalgado@yahoo.com</a>.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Talento a toda prova</title>
		<link>https://rettreinamento.com.br/talento-a-toda-prova/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2023 12:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rettreinamento.com.br/?p=4844</guid>

					<description><![CDATA[Entrevista com Guilly Castro &#160; Este mês nosso entrevistado é Guilly Castro. Artista que traz para nossos palcos o colorido, a beleza e o entusiasmo de um dos ícones culturais mais importantes do século XX, Elvis Presley, que, merecidamente, recebeu o título de Rei do Rock and Roll. &#160; Guilly Castro, aprovado e abençoado &#160; Nascido Guilherme Motta de Castro, nosso entrevistado adotou o nome artístico de Guilly Castro, pela sonoridade e, principalmente, pela aprovação da sua mãe, Martha Jesus Motta de Castro, que não só gostou como também abençoou a escolha. Guilly conta que interpretar Elvis é sempre um desafio. E emenda: “É difícil explicar. É um misto de emoção, admiração e respeito pelo meu ídolo”. Mas quem pensa que o dom de Guilly se limita à música está enganado. Ele é comunicador dos mais talentosos e é na Ret que ele coloca à mostra o seu Show da Vida, apresentando e ministrando o curso Oratória para o Sucesso. Facilitador nato, Guilly apresenta aos alunos uma viagem de cores variadas na qual prática, música, dinâmicas, alegria, diálogo e cumplicidade conquistam e contagiam o participante. Ao falar sobre si mesmo, o cantor se define como alguém que busca crescer no âmbito pessoal e profissional, uma pessoa que investe em autoconhecimento e procura ser integro nas suas relações. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre ele? Como você se descobriu cantor? Venho de uma família de músicos profissionais e desde criança gostei de cantar. Naturalmente desenvolvi um repertório e uma admiração pelo canto e, mais tarde, especialmente por Elvis Presley. Fale sobre sua trajetória profissional. O marco inicial da minha trajetória profissional foi o meu ingresso no Coral Ars Nova da UFMG, onde ingressei aos 22 anos. Para isso, passei por um rigoroso teste. Como participante do Ars Nova me apresentei no Brasil e no exterior, o que me tornou mais conhecido e me levou a conquistar vários prêmios. Do mesmo modo, em 1989, ingressei, por meio de concurso público, no Coral Lírico de Minas Gerais, Coral profissional pertencente à Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes), onde permaneço até hoje. Paralelamente às minhas atividades no coral, comecei a cantar profissionalmente na noite de BH e em eventos particulares, como casamentos e formaturas. Posteriormente, criei um show específico em homenagem a Elvis Presley. Por que Elvis? A admiração foi um fator primordial, mas, claro, a semelhança vocal facilitou ainda mais a minha identificação e escolha. 4. Você tem uma música preferida do Elvis? Qual? Adoro todo o repertório. Canções como: My Way; Always On My Mind; Love Me Tender; Bridge Over Troubled Water são especiais para mim.  Que outros autores você interpreta? Além de Elvis, interpreto canções de Frank Sinatra; Beatles, Roberto Carlos e outros. Como cantor erudito, admiro muitíssimo a música clássica, óperas e concertos sinfônicos. Como você se apresenta? Ao realizar o show Viva Elvis, utilizo peças confeccionadas especialmente para mim. As referências são roupas usadas por Elvis em seus shows. Nas demais apresentações, uso terno ou smoking. Já a formação artística da banda é compatível com as características do evento. Além de cantor, você tem outras experiências profissionais? Qual a sua formação? Sou formado em Comunicação Social e há 30 anos atuo como locutor e mestre de cerimônias em diversos eventos. Como é ser professor de oratória? Quando descobriu essa vocação? Ser professor sempre foi um propósito da minha vida, porque, dessa forma, ensino, aprendo e troco experiências com os alunos. O meu Curso de Oratória intitulado O Show da Vida foi consequência de uma carreira profissional voltada para a Comunicação Verbal. Desse modo, elaborei um curso no qual transmito aos alunos todo o conhecimento e experiência adquirida ao longo dos anos. “A experiência tem sido fantástica, pois é uma troca permanente de conhecimentos e vivências”. Demandas como timidez, voz, postura, gestos, prolixidade ao falar, falta de um raciocínio lógico, dificuldades em ser assertivo, falta de clareza e objetividade são alguns dos aspectos trabalhados. Você é um dos talentos da Ret Treinamento Empresarial. O que você falaria sobre isso? Ser um dos profissionais da Ret me orgulha muito. Agradeço enormemente à RET que me dá as condições necessárias para exercer essa minha atividade profissional. Cristina, muito obrigado do fundo do meu coração ❤ Além da habilidade natural, existe um segredo para falar bem em público? O estudo e a atenção permanente pela oratória e pela prática são fundamentais no desenvolvimento profissional. Isso demonstra respeito pela arte de falar em público, habilidade fundamental na vida pessoal e profissional. Você acredita que hoje é mais fácil para quem quer seguir a carreira artística? Acredito que qualquer atividade que exerçamos na vida deve se basear no amor e na vontade de ser útil às pessoas. Além disso, estudo, disciplina, dedicação e sacrifício serão necessários para alcançar o sucesso. Isso não é diferente para a carreira artística. Para alcançar o sucesso, é importante ser perseverante, acreditar em si mesmo e buscar orientações com quem já seguiu esse caminho. Quais são os seus planos para 2024? Em relação à Oratória, pretendo aprimorar cada vez mais meus conhecimentos e técnicas para oferecer ao público um curso que atenda cada vez mais às expectativas. O mundo da comunicação é sempre dinâmico e pretendo me manter atento às modernidades. Por exemplo, cursos online estão incluídos nos meus projetos para 2024. Artisticamente, o estudo constante e o aperfeiçoamento é sempre necessário. As apresentações com grandes orquestras também fazem parte dos meus planos para o ano que vem. Que mensagem você deixaria para os iniciantes? Faça sua parte e não desista. Estamos em constante evolução. Inicie a sua caminhada e terá vontade de continuá-la. Para terminar, você tem frases ou pensamentos que gostaria de compartilhar com o leitor? “Nunca desista dos seus sonhos”. “Feito é melhor que perfeito”. “Imagine uma nova história para a sua vida e acredite nela”. Quer conhecer mais sobre o artista? Siga-o no Instagram ou envie uma mensagem para ele. Instagram: @guilly.castro E-mail: guillygec@gmail.com &#160; Quer um treinamento Corporativo que desenvolve talentos e acelera]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entrevista com Guilly Castro</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este mês nosso entrevistado é Guilly Castro. Artista que traz para nossos palcos o colorido, a beleza e o entusiasmo de um dos ícones culturais mais importantes do século XX, Elvis Presley, que, merecidamente, recebeu o título de <em>Rei do Rock and Roll</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Guilly Castro, aprovado e abençoado</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascido Guilherme Motta de Castro, nosso entrevistado adotou o nome artístico de Guilly Castro, pela sonoridade e, principalmente, pela aprovação da sua mãe, Martha Jesus Motta de Castro, que não só gostou como também abençoou a escolha.</p>
<p>Guilly conta que interpretar Elvis é sempre um desafio. E emenda: <strong>“É difícil explicar. É um misto de emoção, admiração e respeito pelo meu ídolo”.</strong></p>
<p>Mas quem pensa que o dom de Guilly se limita à música está enganado. Ele é comunicador dos mais talentosos e é na Ret que ele coloca à mostra o seu <em>Show da Vida</em>, apresentando e ministrando o curso Oratória para o Sucesso.</p>
<p>Facilitador nato, Guilly apresenta aos alunos uma <em>viagem </em>de cores variadas na qual prática, música, dinâmicas, alegria, diálogo e cumplicidade conquistam e contagiam o participante.</p>
<p>Ao falar sobre si mesmo, o cantor se define como alguém que busca crescer no âmbito pessoal e profissional, uma pessoa que investe em autoconhecimento e procura ser integro nas suas relações.</p>
<p>Então, vamos conhecer um pouco mais sobre ele?</p>
<ol>
<li>Como você se descobriu cantor?</li>
</ol>
<p>Venho de uma família de músicos profissionais e desde criança gostei de cantar. Naturalmente desenvolvi um repertório e uma admiração pelo canto e, mais tarde, especialmente por Elvis Presley.</p>
<ol start="2">
<li>Fale sobre sua trajetória profissional.</li>
</ol>
<p>O marco inicial da minha trajetória profissional foi o meu ingresso no Coral Ars Nova da UFMG, onde ingressei aos 22 anos. Para isso, passei por um rigoroso teste.</p>
<p>Como participante do <em>Ars Nova</em> me apresentei no Brasil e no exterior, o que me tornou mais conhecido e me levou a conquistar vários prêmios.</p>
<p>Do mesmo modo, em 1989, ingressei, por meio de concurso público, no Coral Lírico de Minas Gerais, Coral profissional pertencente à Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes), onde permaneço até hoje.</p>
<p>Paralelamente às minhas atividades no coral, comecei a cantar profissionalmente na noite de <em>BH</em> e em eventos particulares, como casamentos e formaturas. Posteriormente, criei um show específico em homenagem a Elvis Presley.</p>
<ol start="3">
<li>Por que Elvis?</li>
</ol>
<p>A admiração foi um fator primordial, mas, claro, a semelhança vocal facilitou ainda mais a minha identificação e escolha.</p>
<p>4. Você tem uma música preferida do Elvis? Qual?</p>
<p>Adoro todo o repertório. Canções como: My Way; Always On My Mind; Love Me Tender; Bridge Over Troubled Water são especiais para mim.</p>
<ol start="5">
<li> Que outros autores você interpreta?</li>
</ol>
<p>Além de Elvis, interpreto canções de Frank Sinatra; Beatles, Roberto Carlos e outros.</p>
<p>Como cantor erudito, admiro muitíssimo a música clássica, óperas e concertos sinfônicos.</p>
<ol start="6">
<li>Como você se apresenta?</li>
</ol>
<p>Ao realizar o show <em>Viva Elvis</em>, utilizo peças confeccionadas especialmente para mim. As referências são roupas usadas por Elvis em seus shows.</p>
<p>Nas demais apresentações, uso terno ou smoking. Já a formação artística da banda é compatível com as características do evento.</p>
<ol start="7">
<li>Além de cantor, você tem outras experiências profissionais? Qual a sua formação?</li>
</ol>
<p>Sou formado em Comunicação Social e há 30 anos atuo como locutor e mestre de cerimônias em diversos eventos.</p>
<ol start="8">
<li>Como é ser professor de oratória? Quando descobriu essa vocação?</li>
</ol>
<p>Ser professor sempre foi um propósito da minha vida, porque, dessa forma, ensino, aprendo e troco experiências com os alunos.</p>
<p>O meu Curso de Oratória intitulado O<em> Show da Vida</em> foi consequência de uma carreira profissional voltada para a Comunicação Verbal. Desse modo, elaborei um curso no qual transmito aos alunos todo o conhecimento e experiência adquirida ao longo dos anos.</p>
<p><strong>“A experiência tem sido fantástica, pois é uma troca permanente de conhecimentos e vivências”.</strong></p>
<p>Demandas como timidez, voz, postura, gestos, prolixidade ao falar, falta de um raciocínio lógico, dificuldades em ser assertivo, falta de clareza e objetividade são alguns dos aspectos trabalhados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4847" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-blog-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-blog-300x214.jpg 300w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-blog.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<ol start="9">
<li>Você é um dos talentos da Ret Treinamento Empresarial. O que você falaria sobre isso?</li>
</ol>
<p>Ser um dos profissionais da Ret me orgulha muito. Agradeço enormemente à RET que me dá as condições necessárias para exercer essa minha atividade profissional.</p>
<p><strong>Cristina, muito obrigado do fundo do meu coração <span style="color: #ff6600;">❤</span></strong></p>
<ol start="10">
<li>Além da habilidade natural, existe um segredo para falar bem em público?</li>
</ol>
<p>O estudo e a atenção permanente pela oratória e pela prática são fundamentais no desenvolvimento profissional. Isso demonstra respeito pela arte de falar em público, habilidade fundamental na vida pessoal e profissional.</p>
<ol start="11">
<li>Você acredita que hoje é mais fácil para quem quer seguir a carreira artística?</li>
</ol>
<p>Acredito que qualquer atividade que exerçamos na vida deve se basear no amor e na vontade de ser útil às pessoas. Além disso, estudo, disciplina, dedicação e sacrifício serão necessários para alcançar o sucesso.</p>
<p>Isso não é diferente para a carreira artística. Para alcançar o sucesso, é importante ser perseverante, acreditar em si mesmo e buscar orientações com quem já seguiu esse caminho.</p>
<ol start="12">
<li>Quais são os seus planos para 2024?</li>
</ol>
<p>Em relação à Oratória, pretendo aprimorar cada vez mais meus conhecimentos e técnicas para oferecer ao público um curso que atenda cada vez mais às expectativas.</p>
<p>O mundo da comunicação é sempre dinâmico e pretendo me manter atento às modernidades.</p>
<p>Por exemplo, cursos online estão incluídos nos meus projetos para 2024.</p>
<p>Artisticamente, o estudo constante e o aperfeiçoamento é sempre necessário. As apresentações com grandes orquestras também fazem parte dos meus planos para o ano que vem.</p>
<ol start="13">
<li>Que mensagem você deixaria para os iniciantes?</li>
</ol>
<p>Faça sua parte e não desista. Estamos em constante evolução. Inicie a sua caminhada e terá vontade de continuá-la.</p>
<ol start="14">
<li>Para terminar, você tem frases ou pensamentos que gostaria de compartilhar com o leitor?</li>
</ol>
<p>“Nunca desista dos seus sonhos”.</p>
<p>“Feito é melhor que perfeito”.</p>
<p>“Imagine uma nova história para a sua vida e acredite nela”.</p>
<p><strong>Quer conhecer mais sobre o artista?</strong></p>
<p>Siga-o no Instagram ou envie uma mensagem para ele.</p>
<p>Instagram: @guilly.castro</p>
<p>E-mail: guillygec@gmail.com</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Quer um treinamento Corporativo que desenvolve talentos e acelera negócios?</strong></span></p>
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<p><span style="color: #000080;">Atendemos in-company e em nossa Oficina de Cursos</span></p>
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		<title>Você, eu e o universo&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 13:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[Me vejo despida de mim mesma. É momento de escrever algo, mais do que um simples texto, algo que capte e aproxime olhares. A lanterna está acessa. São mais de 64 mil quilômetros rodados e eis que os 65 mil estão chegando. Holofotes e aplausos me esperam. Sorrio&#8230; Sou eu na fita! Eu sei que ainda corro ao vento. Quando sonho voo pela casa e encontro seres iluminados que me palpitam segredos. Conheço universos indescritíveis, invento coisas, recito poemas dos quais não me lembro. Sou uma faísca de luz repleta de calor. Na minha cabeça ainda solto papagaios, jogo bolinhas de gude, brinco de pique e rodopio nos salões. Eu posso sonhar e galopar no cavalo mais bonito pela estrada longa. Um pouco atenta, um pouco frouxa, forte como a árvore que balança ao vento, meio que ziguezagueando na aventura de viver, vivo como ninguém. Vivo como sei e aprendo com as experiências que a vida me proporciona. Mulher, feminina, mas nem tanto. Feminista! Esta palavra é importante porque significa que compartilho do pensamento daqueles que entendem que somos capazes de fazer nascer, de erguer a ponte, abrir estradas, governar, estudar, esclarecer, dividir, multiplicar, progredir, escrever &#8230; Já provamos que podemos ser escritoras, médicas, advogadas, engenheiras, professoras, psicólogas, humoristas, poetas, fotógrafas, jornalistas, cientistas, programadoras, agricultoras, empresárias, motoristas. Penso que o mundo nos enxerga, embora milhões de olhares sejam nublados e insistam em nos negar o óbvio: o direito ao quinhão de terra que plantamos no território compartilhado e o respeito por sermos quem somos: fortes e essenciais. Se penso em ontem não me dói, ou melhor, não me dói mais. O que me alimenta e me mantém disposta é o infinito; o olhar de Deus, da infinidade de possibilidades que esmagam meus olhos fascinados pela existência. Onde começa o fim? Não importa! O que importa é a brisa, o calor humano, a dose de licor que me fez bem e que me deixou um pouco aérea, querendo deliciar um pouco mais &#8230; O que importa é a poesia, a leitura que desperta, o filme que acrescenta, o amigo que chegou e a preciosidade de encontrar eco nas esquinas e nos corações. O que importa é o que nos faz bem, desde uma flor até a viagem dos sonhos; o encontro mais simples ou o mais completo esplendor. A vida importa: os amores que tivemos, as emoções mais verdadeiras, os bons sentimentos que despertamos, damos e recebemos; aquilo que agiganta a existência, a beleza dos encontros com pessoas, animais, olhos, olhares, pele, pelo, boca, filho, homem, mulher, você, eu e o universo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Me vejo despida de mim mesma. É momento de escrever algo, mais do que um simples texto, algo que capte e aproxime olhares.</p>
<p>A lanterna está acessa. São mais de 64 mil quilômetros rodados e eis que os 65 mil estão chegando. Holofotes e aplausos me esperam. Sorrio&#8230; Sou eu na fita!</p>
<p>Eu sei que ainda corro ao vento. Quando sonho voo pela casa e encontro seres iluminados que me palpitam segredos. Conheço universos indescritíveis, invento coisas, recito poemas dos quais não me lembro. Sou uma faísca de luz repleta de calor.</p>
<p>Na minha cabeça ainda solto papagaios, jogo bolinhas de gude, brinco de pique e rodopio nos salões. Eu posso sonhar e galopar no cavalo mais bonito pela estrada longa.</p>
<p>Um pouco atenta, um pouco frouxa, forte como a árvore que balança ao vento, meio que ziguezagueando na aventura de viver, vivo como ninguém. Vivo como sei e aprendo com as experiências que a vida me proporciona.</p>
<p>Mulher, feminina, mas nem tanto. Feminista! Esta palavra é importante porque significa que compartilho do pensamento daqueles que entendem que somos capazes de fazer nascer, de erguer a ponte, abrir estradas, governar, estudar, esclarecer, dividir, multiplicar, progredir, escrever &#8230;</p>
<p>Já provamos que podemos ser escritoras, médicas, advogadas, engenheiras, professoras, psicólogas, humoristas, poetas, fotógrafas, jornalistas, cientistas, programadoras, agricultoras, empresárias, motoristas.</p>
<p>Penso que o mundo nos enxerga, embora milhões de olhares sejam nublados e insistam em nos negar o óbvio: o direito ao quinhão de terra que plantamos no território compartilhado e o respeito por sermos quem somos: fortes e essenciais.</p>
<p>Se penso em ontem não me dói, ou melhor, não me dói mais. O que me alimenta e me mantém disposta é o infinito; o olhar de Deus, da infinidade de possibilidades que esmagam meus olhos fascinados pela existência. Onde começa o fim? Não importa!</p>
<p>O que importa é a brisa, o calor humano, a dose de licor que me fez bem e que me deixou um pouco aérea, querendo deliciar um pouco mais &#8230;</p>
<p>O que importa é a poesia, a leitura que desperta, o filme que acrescenta, o amigo que chegou e a preciosidade de encontrar eco nas esquinas e nos corações. O que importa é o que nos faz bem, desde uma flor até a viagem dos sonhos; o encontro mais simples ou o mais completo esplendor.</p>
<p>A vida importa: os amores que tivemos, as emoções mais verdadeiras, os bons sentimentos que despertamos, damos e recebemos; aquilo que agiganta a existência, a beleza dos encontros com pessoas, animais, olhos, olhares, pele, pelo, boca, filho, homem, mulher, você, eu e o universo.</p>
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		<title>Criador de Universos</title>
		<link>https://rettreinamento.com.br/criador-de-universos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 13:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Entrevista com o ilustrador André Persechini Na quinta edição do Blog da Cris, o entrevistado é André Persechini Corte de Araújo ou, simplesmente, Pepo, nome pelo qual o artista é conhecido entre amigos. Bacharel em Pintura, pela Escola de Belas Artes da UFMG, André é talentoso, carismático e proativo. Apaixonado pelo que faz, André entrega: &#8211; A cada esboço, desenho, pintura ou qualquer novo trabalho, sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida. Vida é o que não falta nas ilustrações. Pepo se entrega e a sua ilustração fala por ele. Sonhos, poesia e cor, o baile é completo. A entrevista com o artista entrega um pouco do muito que ele é: puro TALENTO! “Gosto de dizer que somos um remix de tudo que consumimos. Toda criação é um recorta-e-cola de tudo que vivemos, experimentamos, admiramos e até mesmo do que odiamos.” André Persechini Cristina Vieira: Como você define a ilustração? André Persechine: Vejo a ilustração como a arte de criar novos mundos, sentidos e emoções com base em um texto e também como a arte de expandir a poética da literatura em imagens. O trabalho do ilustrador também pode ser visto como um tradutor de linguagens da palavra escrita à imagem. A cada esboço, desenho, pintura e novo trabalho sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida. A cada esboço, desenho, pintura e novo trabalho sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida. &#160; Cristina Vieira: Para você qual o papel da ilustração na composição de uma obra? Qual o maior desafio de ilustrar obras infantis? André Persechini: É claro que o papel da ilustração em uma obra depende muito do escopo de cada projeto, mas acredito no trabalho do ilustrador quase como um coautor. Como disse antes, as imagens ampliam e criam novos sentidos para uma obra. Em um livro infantil, por exemplo, o desafio do ilustrador é criar imagens que enriqueçam o texto e surpreendam o leitor, ao mesmo tempo que encaixem na visão do autor sobre como aquele mundo de palavras deve ser traduzido. É um equilíbrio que pode ser difícil de conseguir, mas, quando bem feito, engrandece qualquer obra, mesmo a dos mais importantes e celebrados autores. &#8220;Em um livro infantil, por exemplo, o desafio do ilustrador é criar imagens que enriqueçam o texto e surpreendam o leitor ao mesmo tempo que encaixem na visão do autor sobre como aquele mundo de palavras deve ser traduzido&#8221;. &#160; Cristina Vieira: Você está ilustrando o meu livro “O Elefantinho Colorido”. Como você descreve essa experiência? André Persechini: Há mais ou menos 16 anos, você me chamou para ilustrar esse livro, por ser um ilustrador amigo do seu sobrinho. Na época, eu era um estudante de artes visuais, inexperiente e, apesar de gostar dos desenhos, o resultado condiz com o trabalho de um jovem de 20 anos. Recentemente, quando você me chamou para finalizar os desenhos, pude rever as ilustrações e combinamos refazê-las. A experiência está sendo ótima, pois estou adorando ilustrá-lo novamente e enxergar como meu trabalho evoluiu nesse período. Estou gostando também de reler o livro e reinterpretar as personagens e situações, agora, com a visão de um pai que consome muitos livros infantis, diariamente. Além disso, este trabalho reacendeu meu interesse em ilustrar livros e me inspirou a, inclusive, desenvolver um livro com minha companheira para dedicar ao nosso filho. &#8220;Além disso, este trabalho reacendeu meu interesse em ilustrar livros e me inspirou a, inclusive, desenvolver um livro com minha companheira para dedicar ao nosso filho.&#8221; Cristina Vieira: Quando você soube que queria ser ilustrador? Antes de se formar você chegou a desenvolver algum trabalho na área? André Persechine: Muito antes de entrar na faculdade, já me interessava em ter uma carreira como desenhista. Por alguns anos, experimentei diversas possibilidades. Fiz cursos de animação e, por um tempo, persegui o desenho animado e o cinema. Foi durante o Curso de Artes Visuais, que me descobri ilustrador e comecei a pegar meus primeiros freelas. Um deles foi exatamente o livro “O Elefantinho Colorido”. Os primeiros trabalhos foram difíceis, pois a inexperiência no mercado e a falta de maturidade profissional impuseram barreiras que somente a prática, tempo e dedicação puderam retirar. &#160; Cristina: Como você descreve sua evolução ao longo dos anos? Qual a importância da profissão no contexto atual e quais as perspectivas? André Persechine: A fim de me adaptar às demandas do mercado, ao longo dos anos, desenvolvi a habilidade de trabalhar vários estilos. Trabalhei com livros infantis, rótulos de cerveja, capas de disco, posters de shows, materiais didáticos e encomendas originais. Cada criação demanda habilidades diferentes e com o tempo o meu trabalho foi ficando mais forte. Em 2017, comecei a trabalhar, também, como tatuador. Acredito que o trabalho do ilustrador é essencial para todas as pessoas. É por meio da ilustração que descobrimos a leitura. Ela está presente em diversas etapas das mais variadas atividades, desde concept arts para filmes, séries e jogos que moldam nossa cultura, passando pelo marketing e publicidade, que recorrem a elas para vender seus produtos. Ela está presente até no importante trabalho dos cartunistas que usam o desenho para criticar a sociedade e a política. A ilustração resistirá ao passar do tempo e o presente oferece novas oportunidades, mas também enormes desafios. Se as novas tecnologias nos oferecem possibilidades de novos estilos, meios de divulgação e ferramentas, elas também podem viciar os ilustradores nas lógicas das plataformas de redes sociais. Claro que tudo isso gera uma enorme dependência para divulgação do trabalho e captação de clientes, sem falar das novas ferramentas de Inteligência Artificial que, além das discussões sobre quebra de direitos autorais, têm o potencial de eliminar grande parte dos postos de trabalho, ao automatizar a criação de imagens, no futuro, e, ao mesmo tempo, homogeneizar os estilos. Cristina Vieira:]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com o ilustrador André Persechini</p>
<p>Na quinta edição do Blog da Cris, o entrevistado é André Persechini Corte de Araújo ou, simplesmente, Pepo, nome pelo qual o artista é conhecido entre amigos. Bacharel em Pintura, pela Escola de Belas Artes da UFMG, André é talentoso, carismático e proativo.</p>
<p>Apaixonado pelo que faz, André entrega: &#8211; A cada esboço, desenho, pintura ou qualquer novo trabalho, sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida.</p>
<p>Vida é o que não falta nas ilustrações. Pepo se entrega e a sua ilustração fala por ele. Sonhos, poesia e cor, o baile é completo. A entrevista com o artista entrega um pouco do muito que ele é: puro TALENTO!</p>
<p><strong>“Gosto de dizer que somos um remix de tudo que consumimos. Toda criação é um recorta-e-cola de tudo que vivemos, experimentamos, admiramos e até mesmo do que odiamos.”</strong></p>
<p>André Persechini</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Como você define a ilustração?</p>
<p><strong>André Persechine</strong>: Vejo a ilustração como a arte de criar novos mundos, sentidos e emoções com base em um texto e também como a arte de expandir a poética da literatura em imagens. O trabalho do ilustrador também pode ser visto como um tradutor de linguagens da palavra escrita à imagem.</p>
<p>A cada esboço, desenho, pintura e novo trabalho sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida.</p>
<p><strong>A cada esboço, desenho, pintura e novo trabalho sinto que desenvolvo mais minhas habilidades como ilustrador e acredito que essa evolução irá continuar pelo resto da minha vida.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cristina Vieira: </strong>Para você qual o papel da ilustração na composição de uma obra? Qual o maior desafio de ilustrar obras infantis?</p>
<p><strong>André Persechini</strong>: É claro que o papel da ilustração em uma obra depende muito do escopo de cada projeto, mas acredito no trabalho do ilustrador quase como um coautor. Como disse antes, as imagens ampliam e criam novos sentidos para uma obra.</p>
<p>Em um livro infantil, por exemplo, o desafio do ilustrador é criar imagens que enriqueçam o texto e surpreendam o leitor, ao mesmo tempo que encaixem na visão do autor sobre como aquele mundo de palavras deve ser traduzido. É um equilíbrio que pode ser difícil de conseguir, mas, quando bem feito, engrandece qualquer obra, mesmo a dos mais importantes e celebrados autores.</p>
<p><strong>&#8220;Em um livro infantil, por exemplo, o desafio do ilustrador é criar imagens que enriqueçam o texto e surpreendam o leitor ao mesmo tempo que encaixem na visão do autor sobre como aquele mundo de palavras deve ser traduzido&#8221;.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong><strong>: </strong>Você está ilustrando o meu livro “O Elefantinho Colorido”. Como você descreve essa experiência?<br />
<strong><br />
André Persechini</strong>: Há mais ou menos 16 anos, você me chamou para ilustrar esse livro, por ser um ilustrador amigo do seu sobrinho. Na época, eu era um estudante de artes visuais, inexperiente e, apesar de gostar dos desenhos, o resultado condiz com o trabalho de um jovem de 20 anos.</p>
<p>Recentemente, quando você me chamou para finalizar os desenhos, pude rever as ilustrações e combinamos refazê-las. A experiência está sendo ótima, pois estou adorando ilustrá-lo novamente e enxergar como meu trabalho evoluiu nesse período.</p>
<p>Estou gostando também de reler o livro e reinterpretar as personagens e situações, agora, com a visão de um pai que consome muitos livros infantis, diariamente. Além disso, este trabalho reacendeu meu interesse em ilustrar livros e me inspirou a, inclusive, desenvolver um livro com minha companheira para dedicar ao nosso filho.</p>
<p><strong>&#8220;Além disso, este trabalho reacendeu meu interesse em ilustrar livros e me inspirou a, inclusive, desenvolver um livro com minha companheira para dedicar ao nosso filho.&#8221;</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4693" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Ilustracao-Materia-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Ilustracao-Materia-300x214.jpg 300w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Ilustracao-Materia.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Quando você soube que queria ser ilustrador? Antes de se formar você chegou a desenvolver algum trabalho na área?</p>
<p><strong>André Persechine</strong>: Muito antes de entrar na faculdade, já me interessava em ter uma carreira como desenhista. Por alguns anos, experimentei diversas possibilidades. Fiz cursos de animação e, por um tempo, persegui o desenho animado e o cinema. Foi durante o Curso de Artes Visuais, que me descobri ilustrador e comecei a pegar meus primeiros freelas.</p>
<p>Um deles foi exatamente o livro “O Elefantinho Colorido”. Os primeiros trabalhos foram difíceis, pois a inexperiência no mercado e a falta de maturidade profissional impuseram barreiras que somente a prática, tempo e dedicação puderam retirar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cristina</strong>: Como você descreve sua evolução ao longo dos anos? Qual a importância da profissão no contexto atual e quais as perspectivas?</p>
<p><strong>André Persechine</strong>: A fim de me adaptar às demandas do mercado, ao longo dos anos, desenvolvi a habilidade de trabalhar vários estilos. Trabalhei com livros infantis, rótulos de cerveja, capas de disco, posters de shows, materiais didáticos e encomendas originais. Cada criação demanda habilidades diferentes e com o tempo o meu trabalho foi ficando mais forte. Em 2017, comecei a trabalhar, também, como tatuador.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4694" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Andre-2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Andre-2-225x300.jpg 225w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Andre-2-768x1024.jpg 768w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Andre-2.jpg 960w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p>Acredito que o trabalho do ilustrador é essencial para todas as pessoas. É por meio da ilustração que descobrimos a leitura. Ela está presente em diversas etapas das mais variadas atividades, desde <em>concept arts</em> para filmes, séries e jogos que moldam nossa cultura, passando pelo marketing e publicidade, que recorrem a elas para vender seus produtos. Ela está presente até no importante trabalho dos cartunistas que usam o desenho para criticar a sociedade e a política.</p>
<p>A ilustração resistirá ao passar do tempo e o presente oferece novas oportunidades, mas também enormes desafios. Se as novas tecnologias nos oferecem possibilidades de novos estilos, meios de divulgação e ferramentas, elas também podem viciar os ilustradores nas lógicas das plataformas de redes sociais.</p>
<p>Claro que tudo isso gera uma enorme dependência para divulgação do trabalho e captação de clientes, sem falar das novas ferramentas de Inteligência Artificial que, além das discussões sobre quebra de direitos autorais, têm o potencial de eliminar grande parte dos postos de trabalho, ao automatizar a criação de imagens, no futuro, e, ao mesmo tempo, homogeneizar os estilos.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Quais suas experiências mais marcantes como ilustrador? O que elas significaram para você?</p>
<p><strong>André Persechini</strong>: Um dos trabalhos mais importantes para mim é a recorrente parceria com os produtores da festa “Transa! Música Brasileira”, que acontece todos os meses, desde 2013, em Belo Horizonte. São 10 anos de parceria (salvo a pausa durante a pandemia), nos quais produzi os cartazes da festa. Nesse período, ajudei a construir a identidade de algo que se tornou um grande evento na vida cultural da cidade.</p>
<p>Em contrapartida, a atividade foi enriquecedora, por contribuir para o meu desenvolvimento profissional e possibilitar que eu testasse técnicas e estilos diferentes. Ano passado, perdemos a Carou, uma das produtoras do projeto. Eu serei eternamente grato por sua parceria, confiança e amizade.</p>
<p>Tive também outras experiências marcantes, ilustrei em aquarela ídolos do Cruzeiro (meu time do coração), para uma campanha, além de numerosos posters e capas de álbuns de bandas da cena alternativa da cidade.</p>
<p><strong>Cristina Vieira: </strong>O trabalho do ilustrador é valorizado? Quais e onde estão as principais oportunidades oferecidas pelo mercado?</p>
<p>Sempre achei difícil saber se a profissão é valorizada ou não, já que passei por experiências opostas diversas vezes. Por um lado, existe sempre a dificuldade de cobrar pelo meu trabalho, porque a precificação do serviço é difícil, uma vez que considera variáveis que nem sempre estão na mente do cliente como: tempo de produção, prazo, técnicas escolhidas. Por outro lado, sempre tive a sorte de trabalhar com pessoas que gostam e valorizam o meu trabalho, acredito que consegui, ao longo dos anos, conquistar alguns clientes recorrentes e firmar parcerias incríveis com pessoas e empresas.</p>
<p>Uma das maneiras, a qual recorri para circunventar algumas dificuldades do mercado, foi me tornar tatuador.  Essa atividade, por ser mais artesanal e com uma relação emocional mais próxima do cliente, é mais valorizada, portanto, considero que essa foi uma escolha acertada, não só para ter uma nova forma de expressão artística, mas, também, por possibilitar a conquista de um mercado com boas oportunidades na cidade e fora dela.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Como acontece o seu processo criativo? Que tipo de ilustração você faz? Geralmente como vem a inspiração e o desenvolvimento do trabalho?</p>
<p>Cada artista tem seu processo, e o meu já mudou bastante. Admito que hoje em dia muita coisa vem automaticamente, (brinco que faço um “download astral” de alguns trabalhos). Graças à experiência adquirida com o tempo, tenho facilidade de simplesmente “sentar e fazer”, quando eu preciso. É claro que isso depende do projeto e é algo que preciso exercitar. Gosto de tomar “banhos de referências”, ou seja, antes de iniciar um trabalho, mergulho em diversas imagens, textos, músicas e filmes como forma de inspiração.</p>
<p>Hoje meu trabalho (exceto a tatuagem) é feito em suporte digital, o que facilita vários processos e me dá praticidade para lidar com alterações dos clientes, colorização e experimentação. Não consigo enxergar em mim um estilo ou uma linha de trabalho, prefiro deixar essa parte para as outras pessoas dizerem.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong>: Que tipo de trabalho você prefere?<br />
<strong><br />
</strong>Meus trabalhos favoritos são aqueles que me trazem um forte envolvimento pessoal e emocional. Como músico adoro trabalhar em capas de álbuns de artistas e amigos que admiro e como pai, estou adorando voltar a me envolver com livros infantis.</p>
<p><strong>Como músico adoro trabalhar em capas de álbuns de artistas e amigos que admiro e como pai, estou adorando voltar e me envolver com livros infantis.</strong></p>
<p><strong>Cristina Vieira: </strong>Você ilustra para diferentes públicos ou se restringe ao infantil? Qual a diferença ao desenvolver esses trabalhos?</p>
<p>André Persechini: Cada público e cada trabalho merece um cuidado específico e cabe ao ilustrador saber navegar entre eles para desenvolver as ideias das ilustrações, conforme as expectativas e formatos de diferentes clientes e públicos.</p>
<p>Certos temas devem ser tratados com muito cuidado em ilustrações para o público infantil, já para marcas e publicidade, o desafio é criar algo que agregue à marca e atraia mais clientes.</p>
<p><strong>Cristina Vieira: </strong>Você tem uma referência ou inspiração? Quem são? Explique.</p>
<p><strong>André Persechini</strong>: Tenho referências dos mais diversos meios. Acredito que todo artista deve expandir suas inspirações para além da sua área. Nas artes, sempre fui atraído pelo pós-impressionismo de Van Gogh, com suas pinceladas marcantes e cores vivas e, também, pelas composições oníricas dos surrealistas e dadaístas.</p>
<p>Na música, sou fã das bandas de punk, por sua energia caótica e mensagem política forte. Nos esportes, jogadores como Tostão e Sócrates são fontes de inspiração, por serem atletas que foram para além do que era esperado e marcaram forte presença com sua habilidade e ideias.</p>
<p>Gosto de dizer que somos um remix de tudo que consumimos. Toda criação é um recorta-e-cola de tudo que vivemos, experimentamos, admiramos e até mesmo do que odiamos.</p>
<p><strong>Cristina Vieira: </strong>Que mensagem você deixa para quem quer seguir a carreira de ilustrador?<br />
<strong><br />
André Persechini</strong>: Desenhe de dia, de tarde, de noite! Em casa, na aula, no trabalho e na rua. Desenhe constantemente e não se importe em comparar o seu trabalho com os outros (principalmente com os mestres). Inspire-se neles, mas nunca se deixe paralisar.</p>
<p>Tenha prazer em desenhar e se desenvolver como desenhista, procure novas técnicas, escute novas músicas, veja novos filmes. Copie e roube dos melhores para desenvolver o que é seu (acredite, todos fazem isso!).</p>
<p>Para saber mais sobre André Persechini, entre em contato com ele. Abaixo alguns contatos do artista:</p>
<p><strong><br />
</strong>Instagram profissional: @pepoestudio<br />
E-mail <a href="mailto:andre.persechini@gmail.com">andre.persechini@gmail.com<br />
</a>Portfólio: <a href="http://behance.net/pepoestudio" target="_blank" rel="noopener">behance.net/pepoestudio</a></p>
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		<title>Nascer, Viver e Morrer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 13:10:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[O gênero humano é vasto. Somos mulheres e homens em busca da felicidade, desejosos de vida, realizações e interações. A felicidade é uma condição a qual desejamos. Somos seres vivos e compreender a vida é entender que ela envolve nascer, viver e morrer. Aceitar e assimilar cada uma dessas etapas pressupõe um alto nível de sabedoria e percepção do universo. Para isso, buscar o equilíbrio e o respeito harmonioso com aquilo que nos cerca é imprescindível. A entrada na vida é uma manifestação das mais preciosas a qual temos direito. A partir desse momento, passamos a participar do ciclo vital que mantém célere a rotação, mas quantos têm o privilégio de usufruir da vida com alimentação, oportunidades de educação, saúde e lazer de qualidade? Afora isso, viver é, sim, um estado maravilhoso. EXISTIR é tudo que o ser humano precisa para seguir adiante. Ainda falando em nascer, primeiro passo necessário para participar do baile, pensemos em como se dá esse movimento. Ao colocar nossa cabeça para fora, somos recolhidos por mãos calorosas, e, após a primeira assepsia, passamos aos braços da mãe para o encontro mais desejado. Quem saberia dizer o que sentem o pai e a mãe nesse momento? A mãe, ah, a mãe &#8230; E o que dizer do bebê? O que se passa no coração desse pequeno? Em seguida, cada um começa o seu caminhar. Nem todos alcançam a velhice. Alguns morrem criança, outros na mocidade. Cada um com sua história vive uma vida única e indizivelmente significativa. Quantos momentos memoráveis existem nesse caminhar? Você saberia dizer? Mesmo os momentos tristes são importantes, pois, constituem nossa história e nos tocam profundamente. E eu? Plantei uma árvore, participei de encontros, tive uma filha, escrevi um livro, amei e fui amada. Sofri, sorri, cantei, convivi. Fui a festas, velórios, reuniões religiosas, recebi flores e também espinhos. Vivi e vivo. Usufruo do que tenho direito e faço questão de receber da vida o que ela tem para me dar, e VOCÊ? Somos parte deste universo e é nosso direito participar do espetáculo. Tal qual uma estrela temos o nosso brilho e sem a nossa vida, com certeza, o mundo não seria o mesmo. A morte é a fase final e não há como existir se não passarmos por ela. Trocar de parceiro, virar o rosto, recuar não é a saída. A melhor saída é viver, curtir cada momento, não dificultar, dar o nosso melhor, amar de verdade, se dar e receber o outro, aceitar a morte como alguém que nos levará à próxima fase, talvez à eternidade &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O gênero humano é vasto. Somos mulheres e homens em busca da felicidade, desejosos de vida, realizações e interações.</p>
<p>A felicidade é uma condição a qual desejamos. Somos seres vivos e compreender a vida é entender que ela envolve nascer, viver e morrer. Aceitar e assimilar cada uma dessas etapas pressupõe um alto nível de sabedoria e percepção do universo. Para isso, buscar o equilíbrio e o respeito harmonioso com aquilo que nos cerca é imprescindível.</p>
<p>A entrada na vida é uma manifestação das mais preciosas a qual temos direito. A partir desse momento, passamos a participar do ciclo vital que mantém célere a rotação, mas quantos têm o privilégio de usufruir da vida com alimentação, oportunidades de educação, saúde e lazer de qualidade?</p>
<p>Afora isso, viver é, sim, um estado maravilhoso. EXISTIR é tudo que o ser humano precisa para seguir adiante. Ainda falando em nascer, primeiro passo necessário para participar do baile, pensemos em como se dá esse movimento.</p>
<p>Ao colocar nossa cabeça para fora, somos recolhidos por mãos calorosas, e, após a primeira assepsia, passamos aos braços da mãe para o encontro mais desejado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4634" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Nascer-2-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Nascer-2-300x214.jpg 300w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Nascer-2.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Quem saberia dizer o que sentem o pai e a mãe nesse momento? A mãe, ah, a mãe &#8230; E o que dizer do bebê? O que se passa no coração desse pequeno?</p>
<p>Em seguida, cada um começa o seu caminhar. Nem todos alcançam a velhice. Alguns morrem criança, outros na mocidade. Cada um com sua história vive uma vida única e indizivelmente significativa.</p>
<p>Quantos momentos memoráveis existem nesse caminhar? Você saberia dizer? Mesmo os momentos tristes são importantes, pois, constituem nossa história e nos tocam profundamente.</p>
<p>E eu? Plantei uma árvore, participei de encontros, tive uma filha, escrevi um livro, amei e fui amada. Sofri, sorri, cantei, convivi. Fui a festas, velórios, reuniões religiosas, recebi flores e também espinhos.</p>
<p>Vivi e vivo. Usufruo do que tenho direito e faço questão de receber da vida o que ela tem para me dar, e VOCÊ?</p>
<p>Somos parte deste universo e é nosso direito participar do espetáculo. Tal qual uma estrela temos o nosso brilho e sem a nossa vida, com certeza, o mundo não seria o mesmo.</p>
<p>A morte é a fase final e não há como existir se não passarmos por ela. Trocar de parceiro, virar o rosto, recuar não é a saída.</p>
<p>A melhor saída é viver, curtir cada momento, não dificultar, dar o nosso melhor, amar de verdade, se dar e receber o outro, aceitar a morte como alguém que nos levará à próxima fase, talvez à eternidade &#8230;</p>
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		<title>Vibrando em Tom Maior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 13:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[“Passei a vida procurando o que seria eu no trabalho, queria algo que fosse diretamente à minha alma, por isso fiz tantas coisas. Fui decoradora, vendedora, marqueteira, farmacêutica, bioquímica, mas ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço!”. Ana Luz Entrevista com a Terapeuta Holística, Ana Luz Neste número, o Blog da Cris apresenta Ana Luz, uma mulher que se percebe forte e guerreira e encontrou na profissão de terapeuta holística um sentido maior para a própria vida. Compreendendo o holismo como a ciência que visa o equilíbrio das partes com o todo, a terapia holística busca, por meio do cuidado integral, a plena saúde do indivíduo. Síntese Cristina Vieira – Como você chegou ao nome Ana Luz? Por que esse nome é o que melhor representa a essência daquilo que você deseja transmitir? Ana Luz – Sempre fui Ana de alguém, “Ana desse ou Ana daquele”. Essa era a forma que as pessoas encontraram para me distinguir, uma vez que Ana são muitas. Diante disso, há alguns anos me tornei Ana Naves, pois não queria mais ser identificada como Ana de alguém, porém, quando comecei a perceber a vida de uma nova forma e fiz minha transição de carreira, Ana Luz foi tão simbólico e me trouxe a síntese do que sou hoje: uma pessoa que enfrentou suas sombras, descobriu sua luz e que se abre para ajudar outras pessoas nesse caminho. Cristina Vieira – Entre outras coisas você é também bioquímica e publicitária. Esses conhecimentos ficaram para trás ou eles têm alguma utilidade no presente? Ana Luz – Na verdade, além disso, também farmacêutica e tudo, hoje, faz parte de mim. Nada ficou para trás. Chegou um tempo em que, no lugar de começar do zero, como fiz várias vezes, recolhi tudo o que fui e me transformei nesta mulher. Posso dizer que cada aprendizado tem sua aplicação e tudo o que faço tem um bocadinho do que fui. Terapia Holística Cristina Vieira – Você pratica a terapia holística, pode explicar a abrangência dessa função? O que ela abarca? Ana Luz – A terapia holística surgiu de muito me buscar. Estava numa crise depressiva e comecei a estudar sobre desenvolvimento pessoal, pois queria me curar definitivamente. Fazia terapia há muitos anos e faço até hoje. Acredito que ela é sempre transformadora, mas a decisão de estudar para ajudar alguém veio dessa crise que superei. É como se naquele instante me transformasse em uma nova mulher, mais forte, mais positiva, mais guerreira ainda e meu coração transbordasse de gratidão necessitando trazer para o outro aquilo que eu havia conquistado. Desde os 20 anos, estudo o ser humano. Posso dizer que esse universo sempre esteve presente na minha vida, pois, além disso, minha mãe é psicóloga e trouxe muito de seus estudos e aplicações para minha infância. Também passei por diversos processos terapêuticos que me ajudaram a enxergar o que eu queria e o quanto sou capaz. Então, não foi um “cursinho” que me tornou terapeuta. Foi a vida!!! Cristina Vieira – Quanto dura um processo de terapia holística? Quais as principais estratégias e ferramentas utilizadas por você? Pode explicar rapidamente? Ana Luz – O processo de terapia holística pode durar uma vida inteira ou pode ser resolvido numa sessão. É muito extenso para escrever e explicar tudo em apenas um texto. A vida toda a gente está se transformando e deveríamos todos buscar a evolução tanto emocional, quanto espiritual, e isso se dá no processo terapêutico. Também é possível resolver uma questão especifica apenas numa sessão, usando as ferramentas com as quais trabalho, como:  Constelação Familiar e Sistêmica; Meditação e Mindfulness; EFT &#8211; Técnica de Liberação Emocional; Thetahealing; Reiki; Imaginação Dirigida e muito mais. A pessoa pode vir com uma questão como culpa; escassez; inadequação; dificuldade de tirar carteira de motorista; vontade de se separar; problemas no trabalho; dificuldade na relação familiar; ansiedade; depressão; Borderline. Eu diria que é para tudo, mas parece que fica meio arrogante, mas conhecendo o processo, não deixa de ser uma verdade. Cristina Vieira – Existe um benefício especial em ser terapeuta holística? Consegue dizer as principais sensações que você sente no cotidiano profissional? Ana Luz – Eu me sinto plena e emocionada em ajudar. A cada depoimento que recebo, percebo que aquela pessoa saiu do lugar e arrumou algo na vida dela que estava machucando tanto e agora não mais. Isso é realizador. Hoje trabalho por amor. Passei a vida procurando o que eu seria no trabalho, algo que fosse diretamente à minha alma e por isso fiz tantas coisas, mas ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço! “[&#8230;] Ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço!”. Cristina Vieira – A terapia holística tem semelhanças com a psicologia? Como você faz essa associação? Ana Luz – Para mim é a mesma coisa, são rótulos sociais, mas o olhar para o ser humano é o mesmo, de acolhimento, direcionamento, orientação. Não gosto muito de rótulo, nem de “doenças” nem de profissões. Sou uma pessoa que tem uma escuta ativa, uma sensibilidade sensorial aguçada e que é capaz de orientar e acolher quem chega até mim. Cristina Vieira – A terapia holística é indicada para todos? Como ela contribui para a superação de problemas? Ana Luz – Sim, indicada a todos, inclusive para crianças idosas. Ela contribui mostrando o caminho, trazendo uma nova perspectiva, ressignificando traumas e dores, enfim transformando profundamente o Ser. “Ela contribui mostrando o caminho, trazendo uma nova perspectiva, ressignificando traumas e dores, enfim transformando profundamente o Ser.” Cristina Vieira – Em um dos seus vídeos do Youtube você fala sobre virar a chave. Existe uma fórmula única para fazer isso ou cada um deve encontrar o seu caminho? Ana Luz – Eu virei minha chave, e isso transformou minha vida. Acredito que cada um, se buscar, vai encontrar sua forma de virar essa chave. A terapia holística pode ajudar e muito nesse processo, mas nada, nem a]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“Passei a vida procurando o que seria eu no trabalho, queria algo que fosse diretamente à minha alma, por isso fiz tantas coisas. Fui decoradora, vendedora, marqueteira, farmacêutica, bioquímica, mas ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço!”.</em></strong></p>
<p>Ana Luz</p>
<p>Entrevista com a Terapeuta Holística, Ana Luz</p>
<p>Neste número, o Blog da Cris apresenta Ana Luz, uma mulher que se percebe forte e guerreira e encontrou na profissão de terapeuta holística um sentido maior para a própria vida.</p>
<p>Compreendendo o holismo como a ciência que visa o equilíbrio das partes com o todo, a terapia holística busca, por meio do cuidado integral, a plena saúde do indivíduo.</p>
<p>Síntese</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Como você chegou ao nome Ana Luz? Por que esse nome é o que melhor representa a essência daquilo que você deseja transmitir?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Sempre fui Ana de alguém, “Ana desse ou Ana daquele”. Essa era a forma que as pessoas encontraram para me distinguir, uma vez que Ana são muitas. Diante disso, há alguns anos me tornei Ana Naves, pois não queria mais ser identificada como Ana de alguém, porém, quando comecei a perceber a vida de uma nova forma e fiz minha transição de carreira, <em>Ana Luz</em> foi tão simbólico e me trouxe a síntese do que sou hoje: uma pessoa que enfrentou suas sombras, descobriu sua luz e que se abre para ajudar outras pessoas nesse caminho.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Entre outras coisas você é também bioquímica e publicitária. Esses conhecimentos ficaram para trás ou eles têm alguma utilidade no presente?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Na verdade, além disso, também farmacêutica e tudo, hoje, faz parte de mim. Nada ficou para trás. Chegou um tempo em que, no lugar de começar do zero, como fiz várias vezes, recolhi tudo o que fui e me transformei nesta mulher. Posso dizer que cada aprendizado tem sua aplicação e tudo o que faço tem um bocadinho do que fui.</p>
<p>Terapia Holística</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Você pratica a terapia holística, pode explicar a abrangência dessa função? O que ela abarca?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – A terapia holística surgiu de muito me buscar. Estava numa crise depressiva e comecei a estudar sobre desenvolvimento pessoal, pois queria me curar definitivamente. Fazia terapia há muitos anos e faço até hoje. Acredito que ela é sempre transformadora, mas a decisão de estudar para ajudar alguém veio dessa crise que superei. É como se naquele instante me transformasse em uma nova mulher, mais forte, mais positiva, mais guerreira ainda e meu coração transbordasse de gratidão necessitando trazer para o outro aquilo que eu havia conquistado.</p>
<p>Desde os 20 anos, estudo o ser humano. Posso dizer que esse universo sempre esteve presente na minha vida, pois, além disso, minha mãe é psicóloga e trouxe muito de seus estudos e aplicações para minha infância. Também passei por diversos processos terapêuticos que me ajudaram a enxergar o que eu queria e o quanto sou capaz. Então, não foi um “cursinho” que me tornou terapeuta. Foi a vida!!!</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Quanto dura um processo de terapia holística? Quais as principais estratégias e ferramentas utilizadas por você? Pode explicar rapidamente?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – O processo de terapia holística pode durar uma vida inteira ou pode ser resolvido numa sessão. É muito extenso para escrever e explicar tudo em apenas um texto. A vida toda a gente está se transformando e deveríamos todos buscar a evolução tanto emocional, quanto espiritual, e isso se dá no processo terapêutico.</p>
<p>Também é possível resolver uma questão especifica apenas numa sessão, usando as ferramentas com as quais trabalho, como:  Constelação Familiar e Sistêmica; Meditação e Mindfulness; EFT &#8211; Técnica de Liberação Emocional; Thetahealing; Reiki; Imaginação Dirigida e muito mais.</p>
<p>A pessoa pode vir com uma questão como culpa; escassez; inadequação; dificuldade de tirar carteira de motorista; vontade de se separar; problemas no trabalho; dificuldade na relação familiar; ansiedade; depressão; Borderline. Eu diria que é para tudo, mas parece que fica meio arrogante, mas conhecendo o processo, não deixa de ser uma verdade.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Existe um benefício especial em ser terapeuta holística? Consegue dizer as principais sensações que você sente no cotidiano profissional?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Eu me sinto plena e emocionada em ajudar. A cada depoimento que recebo, percebo que aquela pessoa saiu do lugar e arrumou algo na vida dela que estava machucando tanto e agora não mais. Isso é realizador. Hoje trabalho por amor. Passei a vida procurando o que eu seria no trabalho, algo que fosse diretamente à minha alma e por isso fiz tantas coisas, mas ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço!</p>
<p>“[&#8230;] Ser terapeuta é ser com a alma e isso não tem preço!”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4627" src="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AL-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" srcset="https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AL-300x214.jpg 300w, https://rettreinamento.com.br/wp-content/uploads/2023/04/AL.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – A terapia holística tem semelhanças com a psicologia? Como você faz essa associação?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Para mim é a mesma coisa, são rótulos sociais, mas o olhar para o ser humano é o mesmo, de acolhimento, direcionamento, orientação. Não gosto muito de rótulo, nem de “doenças” nem de profissões. Sou uma pessoa que tem uma escuta ativa, uma sensibilidade sensorial aguçada e que é capaz de orientar e acolher quem chega até mim.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – A terapia holística é indicada para todos? Como ela contribui para a superação de problemas?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Sim, indicada a todos, inclusive para crianças idosas. Ela contribui mostrando o caminho, trazendo uma nova perspectiva, ressignificando traumas e dores, enfim transformando profundamente o Ser.</p>
<p><strong>“Ela contribui mostrando o caminho, trazendo uma nova perspectiva, ressignificando traumas e dores, enfim transformando profundamente o Ser.”</strong></p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Em um dos seus vídeos do Youtube você fala sobre virar a chave. Existe uma fórmula única para fazer isso ou cada um deve encontrar o seu caminho?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Eu virei minha chave, e isso transformou minha vida. Acredito que cada um, se buscar, vai encontrar sua forma de virar essa chave. A terapia holística pode ajudar e muito nesse processo, mas nada, nem a terapia, a psicologia, a psiquiatria, os médicos, as ferramentas, nada transforma a pessoa. A transformação vem de dentro e começa a partir do querer.</p>
<p><strong>“A transformação vem de dentro e começa a partir do querer”.</strong></p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – A terapia holística age positivamente sobre os pensamentos? Por que é importante administrá-los? Como é possível fazer isso?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Sim, positiva e profundamente. Transformar os pensamentos é transformar sua vida. Tudo começa no mal pensar e se constrói positivamente através do bem pensar. É possível fazer isso com treino DIÁRIO. Não se pode mudar um hábito, mas pode-se colocar um hábito positivo em cima do hábito negativo. Então, é preciso construir uma série de mantras e de afirmações positivas para transformar seus pensamentos. Sei que é possível, sei porque fiz comigo, contudo tem que se fazer hoje, amanhã e depois. Sempre!</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Qual é a importância da meditação no cotidiano das pessoas? O que você aconselha para alguém que ainda não adota essa prática no cotidiano?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – A meditação, e isso é comprovado cientificamente, transforma a realidade das pessoas. A meditação acalma e leva você a uma nova consciência, uma nova percepção do seu eu. Para quem ainda não pratica, está perdendo uma ferramenta capaz de mudar sua realidade. E no meu curso, Luz para Meditar, eu ensino que não é preciso meditar 30 minutos, por dia. Não é preciso ir ao Himalaia para meditar corretamente. É preciso praticar todos os dias um pouco, para que isso se torne um hábito, como escovar os dentes. Convido quem quer começar que comece pelo curso, nele dou a mão a você para que aos poucos vá incorporando esta prática à sua vida!!!</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Além de terapia que outras atividades profissionais você desenvolve? Por que elas são importantes para sua realização e em que consiste cada uma delas?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Hoje trabalho 100% como terapeuta. Tenho a Roda de Luz, os grupos de Constelação, os atendimentos individuais, as mentorias de meditação, desenvolvo cursos e workshops sobre desenvolvimento pessoal. Além disso, uso o que aprendi em minhas outras formações, em prol dos meus clientes e alunos.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Fale da Ana Luz professora. Quantos cursos você tem? Em que medida eles realizam-na?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – Amo dar aulas. Hoje tenho quatro cursos e eles são como filhos para mim. São todos na área de desenvolvimento pessoal, pois é o que amo falar. São eles: Atenção Plena para Iniciantes; Ho’oponopono: mantra para limpar crenças; Calma e equilíbrio para empreender e Luz para Meditar.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Percebo que você tem familiaridade com a Constelação Familiar e com a leitura corporal. Que importância esses assuntos têm no seu trabalho e que benefícios eles podem trazer às pessoas?</p>
<p><strong>Ana Luz</strong> – A Constelação Familiar é uma ferramenta de cura maravilhosa. Por meio dela é possível ter acesso a uma imagem de solução. Uma imagem que mostre a pessoa por onde ela deve ir e de onde veio aquela dor, aquele trauma ou sofrimento. Realizo as Constelações em grupo ou individual e dou mentoria para novos Consteladores que querem se aperfeiçoar.</p>
<p>Quanto à leitura corporal, estudo há muitos anos e a uso em todos meus atendimentos. Entendo que o corpo é a primeira face de nossa expressão e que ele fala muito mais que simples palavras. Por meio dele, posso sentir como a pessoa está e o que ela traz de forma mais profunda. Isso possibilita alcançar o cerne da questão de uma forma muito mais rápida e assertiva.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – E a escuta profissional? Como ela acontece? Qual a sua importância?</p>
<p><strong>Ana Luz </strong>– Ela é a base dos atendimentos como terapeuta e até mesmo como professora. É através da escuta atenta e amorosa que é possível perceber o outro e entrar em seu mundo, vendo com seus olhos como é sua vida, sentindo com seus sentidos como é sua dor. Só a partir dessa profundidade é que é possível realmente ajudar o outro.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Você atende mais homens ou mulheres? A que você atribui isso?</p>
<p><strong>Ana Luz </strong>– Atendo mais mulheres. Os homens se buscam menos, principalmente nesta sociedade ainda tão machista em que vivemos. Acho que os padrões sociais não dão muito espaço para os homens se buscarem e trabalharem seu sentir, e isso dificulta um pouco mais que ele chegue ao processo terapêutico.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Quais os seus principais planos para 2023? Algum objetivo diferente?</p>
<p><strong>Ana Luz </strong>–Este ano estou em fase de mudança de casa, então, neste primeiro semestre, isso vai tomar conta da minha vida, mas para o 2º semestre espero lançar mais um curso e também mais horários para a Roda de Luz, os grupos de mentoria de Meditação e ampliar o trabalho como Consteladora.</p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Arte é uma palavra que encanta por sua essência. Você relaciona o seu trabalho à arte? Por quê?</p>
<p><strong>Ana Luz </strong>– Arte é vida, vida é movimento, movimento é o trabalho que faço. Movimentar as pessoas para que saiam de sua zona de conforto e se deparem com suas sombras. Só vendo as sombras somos capazes de reconhecer a luz. Então é um mergulho em si mesmo, no qual entra arte terapia, leitura corporal, escuta amorosa e muita sensibilidade.</p>
<p><strong>“Só vendo as sombras somos capazes de reconhecer a luz”.</strong></p>
<p><strong>Cristina Vieira</strong> – Que mensagem você deixa para quem pensa em fazer terapia, mas não tem coragem ou acha que isso não é para ele?</p>
<p><strong>Ana Luz </strong>– Primeiro que terapia não é para DOIDOS. Terapia é para você que busca uma vida mais leve, fluida, próspera e feliz. A terapia vai te mostrar o melhor de você. É preciso se abrir para o processo. É preciso escolher mudar e, aí sim, mergulhar comigo nesse processo. Sem a escolha, nada acontece. O caminho é seu e pode ser supreendentemente transformador. Encoraje-se, pois, viemos aqui para brilhar, para expandirmos luz e amor, para sermos prósperos e felizes e se não está se sentindo assim é porque algo precisa ser visto. Não deixe para depois. Faça, agora!!!</p>
<p><strong>“Sem a escolha, nada acontece. O caminho é seu e pode ser supreendentemente transformador”.</strong></p>
<p>Quer conhecer melhor Ana Luz?</p>
<p>Anote seus contatos.</p>
<p><a href="mailto:analuz@analuzterapeuta.com.br">analuz@analuzterapeuta.com.br</a></p>
<p>(31) 987932099</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/analuz.terapeuta/" target="_blank" rel="noopener">https://www.instagram.com/analuz.terapeuta/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Barco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 20:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poesias e Outras Prosas]]></category>
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					<description><![CDATA[A mulher atravessa a rua e é gato É a mulher que corre e escorre o arco –  o barco – Só ela compra o colar Só ela sabe quanto vale o amor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mulher atravessa a rua</p>
<p>e é gato</p>
<p>É a mulher que corre</p>
<p>e escorre o arco</p>
<p>–  o barco –</p>
<p>Só ela compra o colar</p>
<p>Só ela sabe quanto vale o amor.</p>
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		<title>Melhor Receita</title>
		<link>https://rettreinamento.com.br/melhor-receita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 20:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trechos de Mim]]></category>
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					<description><![CDATA[Por acaso o universo virtual não é real? Por acaso não se sonha também na vida fora da caixinha? Sites, blogs, redes sociais? Hoje é fato, as pessoas passam a maior parte do dia em frente ao computador, adentrando em universos paralelos, conhecendo e dividindo emoções com pessoas as quais, dificilmente, teriam acesso pelas vias usuais. Além da tênue linha que divide o mundo real desse universo virtual, existe um eu de carne e osso que sonha os sonhos apresentados pelos chamados amigos virtuais. Seriam esses amigos frutos da imaginação ou eles realmente existem, na forma como se apresentam, e orbitam no mesmo planeta em que vivemos? Quanto desse mundo é realmente mais atraente do que a vida simples e poética que envolvia pessoas e trazia a carícia das estrelas e luares de antigas melodias? Se um mundo não impossibilita o outro, é possível que exista em cada ser uma fagulha de luz e esperança. Pedir trégua e se permitir o refresco da brisa e o aconchego da natureza é, talvez, o melhor aperitivo para uma vida agitada e sobrecarregada. Não se entregar a práticas insanas e tampouco a malabarismos astronômicos é um bom caminho. Resgatar o eu e acreditar no próprio potencial doando-se, na medida do possível, é a escolha mais segura e saudável. Desfrutar a riqueza desse universo paralelo e usufruir dos prazeres da carne e da boa convivência com amigos, amores, parentes e das pessoas que passam por nós a pé, bicicleta e lotação, amando tudo que há de bom em existir é a melhor receita. Viver, simplesmente, viver é que dá verdadeiro significado à vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por acaso o universo virtual não é real? Por acaso não se sonha também na vida fora da caixinha? Sites, blogs, redes sociais? Hoje é fato, as pessoas passam a maior parte do dia em frente ao computador, adentrando em universos paralelos, conhecendo e dividindo emoções com pessoas as quais, dificilmente, teriam acesso pelas vias usuais.</p>
<p>Além da tênue linha que divide o mundo real desse universo virtual, existe um eu de carne e osso que sonha os sonhos apresentados pelos chamados amigos virtuais. Seriam esses amigos frutos da imaginação ou eles realmente existem, na forma como se apresentam, e orbitam no mesmo planeta em que vivemos?</p>
<p>Quanto desse mundo é realmente mais atraente do que a vida simples e poética que envolvia pessoas e trazia a carícia das estrelas e luares de antigas melodias? Se um mundo não impossibilita o outro, é possível que exista em cada ser uma fagulha de luz e esperança.</p>
<p>Pedir trégua e se permitir o refresco da brisa e o aconchego da natureza é, talvez, o melhor aperitivo para uma vida agitada e sobrecarregada. Não se entregar a práticas insanas e tampouco a malabarismos astronômicos é um bom caminho. Resgatar o eu e acreditar no próprio potencial doando-se, na medida do possível, é a escolha mais segura e saudável.</p>
<p>Desfrutar a riqueza desse universo paralelo e usufruir dos prazeres da carne e da boa convivência com amigos, amores, parentes e das pessoas que passam por nós a pé, bicicleta e lotação, amando tudo que há de bom em existir é a melhor receita. Viver, simplesmente, viver é que dá verdadeiro significado à vida.</p>
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