
Rogério Salgado conversando com um leitor
Coleção Plaquete. Este é o nome da coletânea que reuniu nove poetas, entre os quais os experientes Rogério Salgado, Bilah Bernardes e Cristina Vieira. Também integram a obra Roggie Salgarello, Mônica Souza, Ana Paula Generoso, Francisco Anselmo de Freitas, Sirléia Gonçalves e Irineu Baroni, editor responsável pela publicação. O lançamento aconteceu no dia 7 de agosto na Biblioteca Pública de Minas Gerais.
Para Rogério Salgado, autor de Máquinas Moem Sentimentos, plaquete é um livro simples, leve e, geralmente, monocromático. O escritor explica que uma coleção nesse formato incorpora obras que, apesar do baixo custo de produção, podem encantar pelo bom gosto e qualidade poética e esse é o caso da nossa coleção, emenda o poeta.
“Nossa Plaquete ficou leve e bonita pela combinação dos recursos e da qualidade poética.”

Roggiee com as escritoras Lúcia Shibuya e Billáh
Já Roogie Salgarello, que assina Incidental, disse que ainda não pode explanar sobre todos os livros da publicação. Para ela, essa foi a coleção mais rica e bonita a que teve acesso. Mesmo sem finalizar a leitura de todos os volumes, a autora se sente à vontade para concluir que a coleção reúne não apenas bons escritores, mas, sobretudo, os melhores poemas do nosso estado.
“A coleção reúne os melhores poemas das nossas Minas Gerais.”

Mônica e um leitor
Para a poeta Mônica Souza, o lançamento teve significado ainda maior. Por se tratar do seu primeiro livro individual, ela se emocionou e sentiu necessidade de um investimento pessoal mais intenso, durante o processo de produção.
A autora de Ecos da Vida conta que, em diversos momentos do processo de escrita, se pegou numa simbiose mais forte pela busca da palavra adequada, talvez pela singularidade e significado de uma obra tão pessoal e, ao mesmo tempo, demasiadamente importante.
Ser parte de um projeto no qual nove autores se somam e se inspiram mutuamente, mesmo que de forma involuntária natural, trouxe-me uma referência importante e contundente. Construir juntos um projeto tão abrangente , especial e acolhedor foi uma experiência significativa.
Por fim, a estreante diz em alto e bom som:
“Esta escrita me empoderou para falar dos recônditos da minha vivência pessoal de tantos momentos e situações vividas, sentidas e observadas. Ao lançar o livro tudo ficou maior, mais palpável, mais vivo e feliz!”.
“Ao lançar o livro tudo ficou maior, mais palpável, mais vivo e feliz!”

Cristina Vieira autografando
Diante da harmonia e beleza da poesia, Magia e Processo: Caderno de Poesia, novo livro da autora Cristina Vieira de Souza, veio não para falar, mas para apresentar o processo de construção pelo qual passou. Ao anotar poesias em seu caderno, ela revela uma prática usual entre os escritores: a anotação de pensamentos, ideias, frases, sonhos e versos.
“É quase um sonho”, disse a autora.
Sonhar em conjunto e produzir essa bela coleção. Quem lê poesia reflete sonha e incorpora um processo que, em alguns momentos, é leve e em outros de profunda inquietação, conclui.
“Quem lê poesia reflete, sonha e incorpora um processo que, em alguns momentos, é leve e em outros de profunda inquietação.”
Por fim, Cristina Vieira diz que a experiência foi única e que, entre sorrisos, abraços e beijos e, sobretudo, muita poesia, sai realizada da experiência e pronta para interagir e publicar novos livros, novas reflexões em verso ou prosa.
“Escrever é um ato de amor e essa coleção foi uma oportunidade de amar e me sentir amada”, explica.

